Feminismo negro

Este ano, evento tem como tema Pelo direito ao sagrado: mulheres de axé, saberes ancestrais e o enfrentamento ao racismo religioso

Segue até sábado o 13º Colóquio de Feminismo Negro, na Universidade Estadual de Maringá. A promoção, iniciada ontem, é do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-Brasileiros e do Coletivo Negro de Psicologia, com palestras, mesa-redonda, atividades culturais, oficina, exibição audiovisual e rodas de conversa voltadas à reflexão sobre a trajetória, os saberes e as vivências das mulheres negras e comunidades tradicionais de terreiro. Interessados podem se inscrever gratuitamente por meio de formulário online.

Sob o tema Pelo direito ao sagrado: mulheres de axé, saberes ancestrais e o enfrentamento ao racismo religioso, o evento também presta homenagem à Mãe Clô, liderança religiosa de Maringá reconhecida pela atuação no acolhimento espiritual, na preservação da cultura afro-brasileira e no fortalecimento das comunidades de terreiro da região, além da defesa da presença de mulheres trans nos territórios de axé.

Iniciado ontem, no auditório E90, com apresentação do grupo Baque Mulher e palestra com Anikeade OsunladunAyoh’Omidire, o evento seguiu hoje com oficina de percussão ministrada pelo Grupo Sucena, e sessão audiovisual do filme Café com Canela, no Cine UEM, seguida de debate mediado pelo CineCAHNAC e o ConePSi.

Nesta sexta-feira acontece a mesa-redonda Mulheres negras na roda: reflexões sobre vivências de terreiro em Maringá, às 19h30, no auditório E90. A atividade contará com a participação de Maylla Chaveiro, Júlia Romano e Mãe Gi (Gislaine Vieira), mediada por Eduarda Beltramin.

Duas atividades fecham o colóquio, no sábado.. Às 14h30, o Neiab promove o Encontro Sankofa, dedicado à discussão do livro A terra dá, a terra quer, de Nêgo Bispo, em formato híbrido. Já às 18h30, durante o Arraiá da UEM, o público poderá acompanhar a apresentação do Coletivo Salve as Marias, marcando o encerramento da 13ª edição do evento.

Sobre o colóquio – Ao longo de mais de uma década, o Colóquio de Feminismo Negro tem se consolidado como um espaço de diálogo, formação e fortalecimento de pautas relacionadas à equidade racial e de gênero, reunindo estudantes, pesquisadores, movimentos sociais e a comunidade em geral em torno de discussões fundamentais para a construção de uma sociedade mais inclusiva e plural. (C/ ASC/UEM)

Foto: Paulo Bahia