Dia do Cinema Brasileiro transcorreu na semana passada e a placa do festival nacional de 1958 ainda continua desaparecida
Sexta-feira comemorou-se o Dia do Cinema Brasileiro, e Maringá tem uma história com a sétima arte que nem todos sabem. A cidade tinha apenas 11 anos quando sediou o 1° Festival do Cinema Nacional, que trouxe celebridades como Lima Barreto, Eva Wilma, Odete Lara e Anselmo Duarte, que estrelou “O cantor e o milionário”, exibido durante o evento; quatro anos depois ele tornou-se o único brasileiro a ganhar a Palma de Ouro, no Festival de Cannes, pelo filme “O pagador de promessas”.
Intriga pesquisadores, como JC Cecílio, o desaparecimento de uma placa de bronze que marcou o festival, colocado no Cine Maringá, onde eram exibidos filmes com atores convidados de todo o Brasil por Américo Dias Ferraz, segundo prefeito da cidade e o único a não ter o nome em próprio público.
O prédio onde a placa foi afixada, na avenida Getúlio Vargas, foi posteriormente comprado pela Igreja Universal do Reino de Deus diz: “O povo de Maringá presta sua homenagem aos diretores, produtores e artistas da cinematografia brasileira, durante o Festival do Cinema Nacional em Maringá”. A atriz e cantora Celeneh Costa segurou a placa, que depois foi inaugurada no hall do cinema por Shirley Tempski. E assim, como aconteceu com outros, foi-se mais um registro histórico de Maringá.
O cinema em Maringá também foi marcado pela Mostra de Morimassa Miyzato, que também trouxe artistas de renome nacional, assim como o Festival de Cinema de Maringá, que teve algumas edições nos anos 2000, com base na Lei Rouanet.
Confira aqui o álbum de fotografias do Festival do Cinema Nacional realizado em maio de 1958 em Maringá.
Foto colorizada do projeto Eu Amo Maringá
