Mais um dia

Mais um dia sem as zeladoras terceiradas na Universidade Estadual de Maringá, que entraram em greve
Enquanto o Sindicato dos Empregados em Empresas as de Asseio e Conservação de Maringá não se manifestou em redes sociais, os estudantes da instituição realizaram ato de protesto contra a privatização da instituição, promovida segundo eles pela atual reitoria e pelo DCE.
Servidores efetivos reclamam do campus, que está mais juro, e sentem falta de explicação sobre o que aconteceu com os terceirizados do serviço de limpeza. “O que houve? a UEM pagou e a empresa não repassou às funcionárias? Ou a UEM não pagou?”, questionam.
Já um grupo de estudantes saiu em defesa dos trabalhadores. A paralisação, segundo eles, seria contra o atraso no vale alimentação. “A incompetência da empresa ProduServ e a conivência da Reitoria estão escancaradas: funcionários sobrecarregados, blocos abandonados, fiação exposta no F05 e uma realidade inaceitável no nosso Restaurante Universitário (com denúncias de comida mofada, larvas e plástico nas refeições).
A crise na UEM se agrava a cada dia e a atual gestão do DCE (“unir e avançar”) mostra sua incapacidade de responder aos estudantes, apostando apenas em reuniões burocráticas enquanto a universidade pública é sucateada e privatizada.
Direitos não são conquistados em gabinetes. Qualquer retaliação contra os trabalhadores é também um ataque aos estudantes! Precisamos nos unir aos terceirizados e exigir um RU de qualidade, investimentos na infraestrutura e a retomada da construção da Moradia Estudantil. A última reunião do CEEB escancarou a crise em nosso campus e a incapacidade da gestão “unir e avançar” do DCE de responder aos problemas dos estudantes. Enquanto a direção aposta apenas em reuniões com a Reitoria, a situação continua se agravando”.
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