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Projetos devem ficar para 2027

Luiz Neto freia tramitação do ProZeis e sinaliza que avaliação deve ser adiada para o ano que vem: “Sem infraestrutura nos bairros não passa”

Os projetos do antigo ProZeis, protocolados em 2025 e 2026 e que tramitam na Câmara de Maringá, devem permanecer em análise e dificilmente serão votados ainda neste ano. A sinalização foi dada pelo líder do Governo e vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, vereador Luiz Neto (Agir), que pediu vistas das propostas e defende uma avaliação técnica caso a caso antes de qualquer deliberação.

Paralelamente ao pedido de vistas na CCJ, foi criada uma comissão especial de estudos para analisar os impactos urbanísticos dos projetos. O grupo será presidido pelo vereador Odair Fogueteiro e terá como relator o vereador William Gentil. Segundo Luiz Neto, foi ele quem comunicou oficialmente o Poder Executivo sobre a decisão do Legislativo de aprofundar a discussão antes da votação.

Em entrevista, o vereador destacou que os projetos atualmente em tramitação pertencem ao antigo modelo do ProZeis. Já o novo programa do Executivo, denominado Maringá Sustentável, nasce com uma proposta diferente, estabelecendo critérios mais rigorosos, planejamento urbano e contrapartidas para os bairros que receberem novos empreendimentos.

Apesar de defender o crescimento da cidade, Luiz Neto afirma que desenvolvimento precisa caminhar junto com responsabilidade. “Sempre fui um defensor da construção civil. É um setor que gera emprego, renda e movimenta a economia de Maringá. Mas já temos áreas destinadas à verticalização previstas no Plano Diretor. Edificar em locais que recebem benefício público só terá apoio da Câmara quando houver resultados concretos para a sociedade.”

Segundo o parlamentar, cada projeto será analisado levando em consideração a capacidade de infraestrutura dos bairros. “Não faz sentido permitir grandes adensamentos em regiões que estão no limite na saúde, no trânsito, na educação e nos demais serviços públicos.”

Como exemplo, Luiz Neto citou o Jardim Alvorada III, onde o crescimento imobiliário dos últimos anos não foi acompanhado pela ampliação da estrutura pública. “Hoje a UBS da região já trabalha no limite e sequer possui área para expansão. Não podemos repetir esse modelo em outros bairros.”

O líder do Governo também foi categórico ao afirmar que a Câmara não terá receio de rejeitar propostas que não tragam benefícios reais para a cidade. E já comunicou o Poder Executivo de que a decisão foi unânime entre os parlamentares com a aprovação de um requerimento que deu início a comissão.

“Não somos contra construir. Muito pelo contrário. Somos favoráveis ao desenvolvimento. Mas desenvolvimento sem planejamento gera problemas. Quando existe um benefício urbanístico para empreender, também precisa existir resultados para quem vive naquele bairro.” Com o pedido de vistas na CCJ e a instalação da comissão de estudos, a tendência é que os projetos permaneçam em análise pelos próximos meses. (Assessoria)

Foto: Rafael Macri/PMM

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