Destaque nacional

Corredor Cultural Ubuntu, de Maringá, entra para o Guia de Afroturismo do Ministério do Turismo

Maringá ganhou destaque no cenário do turismo cultural do país. O Corredor Cultural Ubuntu foi selecionado para compor o Guia do Afroturismo no Brasil – Roteiros e Experiências da Cultura Afro-Brasileira, lançado pelo Ministério do Turismo no dia 10. O documento tem como objetivo “fortalecer, reconhecer, valorizar e promover o patrimônio cultural afro-brasileiro por meio do turismo”. A escolha dos destinos e roteiros foi feita após processo de escuta, levantamento de dados e articulação com afroempreendedores e comunidades tradicionais de todo o Brasil.

Na Região Sul, Maringá aparece com o Corredor Cultural Ubuntu, que integra a Volta Histórica de Maringá. A proposta do roteiro é valorizar a cultura e o patrimônio da cidade, com ênfase na relação do afroturismo e na resistência e criatividade da população afro-brasileira local. O trajeto convida o visitante a percorrer pontos simbólicos para a comunidade.

O percurso passa pela Reserva Ambiental, Capela São Benedito, Muros que Unem e pela Praça Zumbi dos Palmares na região dos conjuntos Santa Felicidade e João Barro I. Ao longo do caminho, destaca-se também o busto histórico de Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência, e o “Totem Ubuntu”, que representa a expressão contemporânea do povo negro. Inspirado na filosofia africana Ubuntu – “Eu sou porque nós somos” –, o Corredor Cultural Ubuntu busca fortalecer a identidade de Maringá por meio da participação ativa de artistas, coletivos e moradores do bairro. A iniciativa defende que a arte e a cultura são ferramentas transformadoras para combater a diversidade e promover a conexão humana.

O guia é considerado um espaço vivo, onde diferentes vozes se encontram, compartilhando histórias e ocupando lugares de memória, cultura e arte. O objetivo é promover não apenas o turismo, mas também o desenvolvimento local e o fortalecimento do tecido social. Com a inclusão no guia nacional, Maringá passa a integrar oficialmente a rota de afroturismo do Brasil, colocando em evidência a memória, a luta e a contribuição do povo negro para a formação da cidade. Mais informações: @museudavilinha