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Dois pesos, duas medidas

Na UEM, em clima eleitoral, uns podem postar, outros não; chapa 2 diz que não pode haver vinculação de cargo, o que não ocorreu

A Comissão Eleitoral está tendo trabalho na campanha eleitoral da Universidade Estadual de Maringá, mas alguns reclamam do tratamento diferenciado.

Um exemplo: os chefes dos cinco departamentos do CSA – Centro de Ciências Sociais Aplicadas (Direito, Economia, Ciências Contábeis e Administração) – concordaram em fazer uma postagem na rede social declarando apoio à chapa 2, Gisele Mendes Carvalho e Geovânio Rossato.

A chapa 1 exigiu a remoção da postagem, sob o argumento de que influenciariam os professores. No entanto, informa apoiador, o diretor do Centro, professor João Marcelo Crubellate, publicamente declarou apoio à chapa 1 (Priscila Garcia Marques e Maria Cristina Gomes Machado). A Comissão Eleitoral decidiu pela remoção da postagem dos chefes do Instagram, ato oficial ainda não publicado.

O candidato do atual reitor (para muitos a maior decepção da instituição nos últimos tempos, motivo de acusações e do racha) é o professor Romel Dias Vanderlei, que forma a chapa 3 com Adriana Aparecida Pinto.

Uso da máquina pública – De acordo com a coordenação da chapa 1, verdade, os cargos da UEM são da estrutura da administração e o uso do cargo na declaração de apoio como foi feito pela chapa 2 na rede social se enquadra como uso da máquina, vetado nas normas eleitorais. “Esclarecemos que o apoio anunciado é legítimo a todos desde que na figura do servidor e não na investidura do cargo – pois o cargo anuncia a posição de um setor – o que não é o caso. O professor João Marcelo está em férias e não anunciou apoio como diretor de centro. Da mesma forma, se fosse assim, o diretor adjunto do CSA também estaria envolvido uma vez que apoia a chapa 2. Quando a pessoa se manifesta como chefe, cria uma situação delicada principalmente no que tange a autonomia – pois há muitos temporários e docentes em estágio probatório”, esclareceram. Também a chapa 3 tem anunciado os chefes de campi regionais, mas também não haveria vinculação de cargo, que pertence à instituição. (Atualizado)

Imagens: Reprodução/redes sociais

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