Cerimônia de despedida

A perna de um maringaense de 73 anos foi enterrada, como determina a legislação, e com direito a cerimônia de despedida e a nota de falecimento, com frase sentimental, divulgada em aplicativo de mensagem. O sepultamento ocorreu ontem às 12h30, no Cemitério Municipal.

Quando uma pessoa sofre a amputação de uma perna ou braço, o destino mais comum do tecido é a incineração hospitalar, mas a família ou o paciente podem solicitar o sepultamento legal da parte do corpo por motivos pessoais, culturais ou religiosos.

No caso verificado ontem, e que provocou estranheza em muita gente, trata-se da perna de Raimundo Pereira, que está hospitalizado e que felizmente está em recuperação. A norma em casos de descarte de membro amputado é a emissão de um termo de sepultamento pelo hospital, e não uma certidão de óbito tradicional, pois a pessoa continua viva. Uma funerária deve recolher o membro diretamente no serviço de saúde, já que é proibido levar partes do corpo por conta própria para casa devido a normas de biossegurança.