Ormuz e o pão nosso de cada dia

Até mesmo o nosso pão de cada dia está cada vez mais vinculado à prepotência do sr. Trump
A verdade é que o Irã tem sido freguês de Trump. Em junho do ano passado, ele justificou um bombardeio sem precedentes para destruir possíveis estruturas nucleares do Irã. A ONU condenou o ataque.
Neste ano, persuadido pelo israelense Netaniahu, decidiu atacar novamente o país. Ao início, por ” engano” , tropas estadunidenses destruíram a escola de Minab no sul do Irã, matando 175 crianças e funcionários, sem que jamais o aspirante ao prêmio Nobel da paz, Trump, tenha ao menos pedido desculpas pelo massacre perpetrado.
Sem condições militares de impor derrotas ao agressor, valeu- se o Irã de um acidente geográfico, Ormuz, como defesa ambiental de não mais de 3 quilômetros e decidiu fechar a passagem a 20% do petróleo mundial por ali transportado. De 75 dólares o barril, a cotação do preço do petróleo disparou nos últimos meses, adicionados que já foram por 45 dólares de fevereiro para cá.
Trump alega que Ormuz é hidrovia internacional, mas é um absurdo não reconhecer que às margens do mar territorial se encontra de um lado o solo iraniano e do outro, o sultanato de Omã. Ávido por proclamar vitória, o bloqueio estadunidense comandado por Trump prossegue, mas quem fechou Ormuz não foram os EUA, mas Teerã.
Como o preço do barril de petróleo é decidido pela referência internacional, os motoristas brasileiros já não sabem o que fazer ante os preços impraticáveis da gasolina e com ela a disparada dos preços dos demais produtos, sinalizando inflação sem precedentes para o ano novo de 2027.
Sem sombra de dúvidas, até mesmo o nosso pão de cada dia está cada vez mais vinculado à prepotência do sr. Trump, que insiste em não reconhecer que ele perdeu a guerra, alvejado que foi pelo fechamento ambiental de Ormuz.
(*) Tadeu França foi deputado federal constituinte
Imagem: Reprodução
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