Ícone do site Angelo Rigon

O voto é a voz que elas não têm!

Elas são a maioria no eleitorado. Votam, mas será que escolhem?

Antes de mais nada, não existe nada mais deslumbrante que uma mulher independente e empoderada. Quando elas passam, não há como negar sua presença. É algo que invade o ambiente e toma de assalto todas as atenções.

Destacado esse ponto — o que chamarei de perfeição —, tratemos então das que optam por permanecer na curva da ascensão a essa plenitude.

Elas são a maioria no eleitorado. Votam, mas será que escolhem?

Desde 2016 participo, direta ou indiretamente, de campanhas políticas. Na última eleição, resolvi observar esse comportamento mais de perto. Em conversas descontraídas, eu perguntava:

— E aí, já escolheu seus candidatos?

As respostas eram curiosamente parecidas:

— Meu marido vê isso. No dia ele me passa os números.
— Meu pai sempre me dá uma colinha. Eu voto nos números que ele passa, porque não entendo de política.

Marido, pai, irmão, namorado… Consensualmente, muitos têm votado por elas.
E aqui está a ironia: basta perguntar se os políticos eleitos são bons, se a saúde funciona, se a educação melhorou ou se a cidade está bem administrada. A resposta, frequentemente, é: não.

Ora, se o resultado da escolha é ruim, talvez seja razoável perguntar se essa terceirização do voto está funcionando. Está?

E não, eu não estou dizendo que mulher tem que votar em mulher. Estou dizendo que, se o voto é dela, a escolha também deveria ser. Afinal, as consequências do cotidiano são!

E quando elas escolhem, a vida de todos melhora.


(*) Israel Marazaki, um apaixonado por elas…

Sair da versão mobile