Eeeeeeee eleição…
Esta semana os partidos começaram a distribuição do “fundão”. É claro que eu precisava matar a minha curiosidade sobre como o PL — partido com a maior bolada deste país sem noção — iria dividir o bolão.
No curral que cerca os postulantes a uma cadeira no Legislativo estadual, tem de tudo: pangaré, cavalo manco, azarão e garanhão…
Mula, não! Nós, os burros de carga, ficamos do outro lado do cercado. Do lado de quem paga a conta, é claro!
E nessa corrida de cavalos doidos, Jessicão, com sua linda crina escovada, sai disparada com quase um milhão — novecentos mil, se você quiser exatidão. O grande garanhão do PL, que dias atrás se envolveu em polêmica ao sugerir que as pessoas não têm casa própria por pura falta de trabalho, vai gastar na campanha o equivalente a trinta moradias populares.
A distribuição do haras político traz muitas surpresas. Tem cavalo manco com título nobre de Coronel correndo com míseros três mil reais — menos de dois salários mínimos…
Pangarés? São quase trinta sem nenhum tostão!!! (E valem as três exclamações!)
Perdoem-me o trocadilho, mas o título de azarão vai para a professora Jenifer, que nem em época de eleição conseguiu valorização. O fundão dela? É igual à nota de aluno malcriado: zero!
(*) Israel Marazaki — fiscal por instinto, cronista por raiva e sentinela por missão
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