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Proposta sem explicação

Moro volta a não explicar custos, prazos e fonte de recursos da sua principal proposta

O candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro (PL) voltou a apresentar respostas vagas sobre a sua proposta de criação do que ele chamou de “Tabela SUS Paranaense”, admitindo que não possui estudos aprofundados sobre o tema.

Durante sabatina da Banda B na manhã de hoje, ele foi questionado sobre quanto a medida custaria, de onde viria o dinheiro e se assumiria um prazo para reduzir significativamente as filas, mas não apresentou estimativas de custo, cronograma ou fonte de recursos definida.

“Vamos cortar a burocracia e regulação desnecessária”, limitou-se a responder Moro, acrescentando que o dinheiro viria da redução da estrutura administrativa, com corte no número de secretarias estaduais. “A economia virá do corte dos gastos desnecessários”.

Na sequência, porém, quando questionado pela entrevistadora, Moro admitiu que sequer existe um estudo sobre quais secretarias seriam cortadas. “Não, não, ainda não há esse estudo”, disse o candidato do PL.

Moro também não informou quanto pretende pagar a mais pelos procedimentos, quais serviços seriam contemplados ou quanto a medida custaria de fato aos cofres estaduais. Essas informações também não estão disponíveis em seu plano de governo.

Paraná já possui esse programa – A proposta de Moro também ignora que o Paraná já possui uma complementação financeira de 150% para procedimentos do SUS. O Opera Paraná, criado em 2022, utiliza recursos do Tesouro Estadual para ampliar a realização de cirurgias eletivas e reduzir as filas do sistema público.

Em 2025, o Estado realizou 786.107 cirurgias eletivas, recorde histórico e 61% acima do volume registrado em 2022, primeiro ano do Opera Paraná. Até o momento, o programa já acumula R$ 1,4 bilhão em investimentos. Entre 2022 e 2025, o tempo médio de espera dos pacientes por cirurgias eletivas também caiu quase 72%. (C/ Assessoria)

Imagem: Reprodução/Banda B

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