Turismo eleitoral ou deboche?

O vaivem de Rosângela Moro
Do perfil Do Lado Esquerdo de Curitiba:
Você vota em quem tem raízes e compromisso com o seu estado, ou em quem escolhe o domicílio eleitoral conforme a conveniência política do momento? A trajetória de Rosângela Moro levanta uma dúvida incômoda: será que o eleitor virou apenas uma peça de xadrez?
Vamos recapitular: na eleição de 2022, a esposa do ex-juiz e senador Sergio Moro decidiu que seu reduto era São Paulo. Pelo União Brasil, fez campanha, prometeu defender os paulistas e se elegeu deputada federal usando cerca de R$ 2,8 milhões do Fundo Eleitoral.
Agora, em 2026, a bússola mudou de direção. Rosângela volta ao Paraná, abandona o União Brasil e se filia ao PL para disputar novamente a Câmara. O estado mudou, o partido mudou, mas o que não mudou foi o acesso VIP ao dinheiro público.
Nessa nova “aventura” paranaense, ela já garantiu R$ 2,6 milhões do Fundão do PL, engolindo sozinha 34% de toda a verba destinada às mulheres do partido no estado.
Fica a impressão de que estão brincando com a cara da população. A representatividade política deveria ser um compromisso real com as pessoas de uma região, e não uma “franquia” que o candidato transfere para onde as chances eleitorais (e os repasses milionários) são mais favoráveis.
A “nova política” nos apresentou ao político nômade. Aquele que, dependendo da eleição, muda de estado como quem muda de roupa, desde que o cheque do sistema continue caindo na conta.
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
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