Proibido usar o símbolo do Paraná

Procuradora que assina despacho contra campanha de Sandro Alex era da Lava-Jato e ligada a Deltan Dallagnol
A procuradora Luciana de Miguel Cardoso Bogo, do Ministério Público Eleitoral do Paraná, assinou nos últimos dias um despacho contra a campanha de Sandro Alex (PSD) e Rafael Greca (MDB) ao Governo do Paraná alegando que a veiculação de uma propaganda eleitoral usou um símbolo (harpia) associado ao governo. Ela concordou com a ação movida pela chapa de Sergio Moro (PL). O TRE-PR ainda vai despachar sobre o mérito.
A defesa técnica da equipe jurídica de Sandro Alex demonstrou a existência de uma cadeia de produção totalmente autônoma na campanha com o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa. Mesmo diante das evidências flagrantes, ela concordou com o pedido de Sergio Moro..
Esse despacho levantou alguns questionamentos que já circulam no Centro Cívico. Luciana de Miguel Cardoso Bogo tem histórico de trabalho na Lava-Jato, operação que tornou Moro conhecido nacionalmente. Seu nome aparece na portaria PGR/MPF 66/2020 ao lado de Joel Bogo, seu marido.
Luciana e Joel substituíram na época as procuradoras Juliana de Azevedo Santa Rosa Câmara e Jerusa Burmann Viecili na operação a pedido do então chefe da Lava Jato no Ministério Público Federal do Paraná, Deltan Dallagnol. Um ano depois a operação seria extinta no rescaldo do escândalo da Vaza Jato, que mostrou ligação íntima entre procuradores e o juiz. Agora Sergio Moro e Luciana de Miguel Cardoso Bogo voltam a coexistir num mesmo processo. E os dois voltam a ter o “mesmo entendimento”. (C/ Assessolria)
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