Discussão sobre professores termina em bate-boca na Câmara de Maringá

Fala de vereadora, que chegou atrasada à sessão, gerou reação do líder do governo
Uma fala da vereadora Giselli Bianchini (PP) provocou uma discussão acalorada durante a sessão da Câmara Municipal de Maringá nesta quinta-feira. O clima permaneceu tenso mesmo após o encerramento dos trabalhos e terminou em novos bate-bocas nos corredores do Legislativo.
Durante o uso da tribuna, Giselli afirmou que existem casos de professores agredindo alunos na rede de ensino e também questionou a ausência de câmeras de segurança nas escolas.
As declarações provocaram reação do vereador Luiz Neto (Agir), vice-presidente da Comissão de Educação. Ele subiu à tribuna para contestar a fala e afirmou que uma acusação envolvendo agressões praticadas por professores é grave e, por isso, precisa ser acompanhada de provas.
Luiz também saiu em defesa dos profissionais da educação e rebateu a informação sobre a inexistência de câmeras nas unidades escolares. Segundo o vereador, visitas às escolas permitiriam constatar que unidades da rede contam com o equipamento.
“Uma acusação dessa gravidade precisa de prova. Não vou assistir aos nossos professores serem atacados dessa forma. Antes de fazer esse tipo de afirmação, é preciso conhecer a realidade das escolas e visitar as unidades”, afirmou. A discussão entre os parlamentares continuou após o término da sessão.
Outro ponto que chamou a atenção foi o horário de chegada de Giselli à Câmara. A sessão teve início às 9h30, enquanto a vereadora chegou depois das 11h, participou da votação do último projeto da pauta e, na sequência, inscreveu-se para utilizar a tribuna.
Após a sessão, o ambiente voltou a ficar tumultuado. Giselli também se envolveu em uma discussão e acabou agredindo o jornalista Gilmar Ferreira, de O Diário de Maringá, que acompanhava os trabalhos na Câmara.
O episódio transformou o fim da sessão em um dos momentos mais tensos das últimas semanas no Legislativo maringaense, com a discussão sobre a rede municipal de ensino saindo do plenário e continuando mesmo depois do encerramento oficial dos trabalhos.
Imagens: Reprodução/TV Câmara
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