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Um filme

Quem de nós, aos 70 anos ou mais, não gostaria de fazer um filme sobre a vida?; acima, cena de Cidade de Deus, de Fernando Meireles

Uma amiga, refletindo sobre seu aniversário, postou: ‘Quando olho para trás eu tenho a sensação de que o tempo voou e passa um filme na cabeça, em 5 minutos eu tinha 14/15 aninhos…(…)’

Conhecendo a sua preferência política, com a liberdade de  amigo, não perdi a piada e comentei. ‘Neste momento não é bom falar em filme’. E ela naturalmente entendeu, embora não comentasse.

Então pensei: Quem de nós, aos 70 anos ou mais, não gostaria de fazer um filme sobre a vida? Lembrar da infância, juventude, como nos Dois Filhos de Francisco e assim por diante, mas custa caro. Quanto custaria fazer um filme? Quem poderia financiá-lo? Lembrei ‘Dani Vorcaro’. R$ 134 milhões? Quanto daria de bilheteria? Fui pesquisar os mais conhecidos e encontrei:

Cidade de Deus (2002): O filme de Fernando Meirelles, um dos mais aclamados da história do cinema brasileiro, teve R$ 7,58 milhões captados. No Brasil, vendeu mais de 3,3 milhões de ingressos. Xingu (2012). Segundo dados da Ancine, apenas cinco filmes lançados comercialmente entre 1995 a 2013 tiveram um valor de custo superior a R$ 8,6 milhões (o dinheiro captado por Guilherme Fontes, entre 1995 e 1999, para produzir Chatô). Xingu (2012), de Cao Hamburger, é um deles. Foram 9,73 milhões arrecadados.

E os mais famosos e recentes: Ainda estou aqui (2024) que custou R$ 45 milhões, que arrecadou no Brasil R$ 116 milhões, e O Agente Secreto , que custou R$ 28 milhões e faturou cerca de R$ 94 milhões. 

Então chegamos no Dark Horse, o filme do Bolsonaro, com orçamento ( financiamento pedido a Vorcaro) de R$  134 milhões e bilheteria estimada em R$ 500 milhões, pensei: Tem coisa errada, mas comentamos em outra postagem. 

Foto: Divulgação

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