De quando a ACP deveria ficar calada

Do jornalista Valdir Cruz:

A Associação Comercial do Paraná (ACP), organização centenária dos empresários do comércio do Paraná, envolveu-se na eleição deste ano ao defender Deltan Dallagnol. O deputado cassado foi afastado pelo TSE da corrida pelo Senado.

Para a direção da ACP, a decisão judicial é “uma interferência no processo eleitoral”. Argumento, pequeno, raso e desonesto. A função da justiça eleitoral é fazer valer as regras do pleito. E foi isso que ela fez.

Se o Deltan Dallagnol foi cassado por improbidade administrativa, então, conforme a Lei da Ficha Limpa, está inelegível. O TSE só trouxe à luz o que é claro para quem é honesto intelectualmente.

Ao fazer publicar seus argumentos antidemocráticos, a ACP desagradou parte considerável dos associados e, principalmente, a sociedade e suas instituições democráticas.

Em primeiro lugar, e qualquer cidadão minimamente instruído sabe disso, decisão judicial se cumpre e se questiona nos foros competentes. Em segundo, o manifesto empresarial é um acinte ao processo democrático, pois a ACP, usando seu poder financeiro e institucional, tomou lado numa questão que não lhe diz respeito. Leia mais.

Foto: Assessoria de imprensa ACP