Esquema de venda de bonés na Shopee dribla Justiça Eleitoral para impulsionar campanha de Flávio Bolsonaro

Da Agência Lupa em reportagem que revela que equipe de deputado por Maringá, que elegeu-se pela excentricidade do bigode e por xingamentos nas redes sociais, aponta ligação de sua campanha com rede de lojas que vendem bonés “patriotas”
A campanha do deputado federal e candidato à reeleição Sargento Fahur (PL), aliado da família Bolsonaro e integrante da bancada da bala no Congresso, está ligada a uma rede de lojas virtuais hospedadas na Shopee e no Mercado Livre usada para vender bonés “patriotas” e impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República. A estratégia envolve o uso de perfis não oficiais de políticos bolsonaristas com milhões de seguidores e comissões de venda a criadores de conteúdo. A reportagem é de Carol Macário, que revelou que o modus operandi é dividido em duas frentes que se conectam e tentam burlar os instrumentos de transparência de propaganda exigidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (leia mais).
Gilson Cardoso Fahur, nascido em Londrina, disputa sua quarta eleição desde que deixou de ser policial rodoviário estadual. Este ano recebeu R$ 2.868.337,50 do fundo especial e fundo partidário; em 2022, quando estava no PSD, foram R$1.906.414,38; em 2018, quando se elegeu pela primeira vez mesma sigla, havia recebido R$ 195.715,00 do partido; na primeira vez que disputou uma eleição, em 2014, pelo pequeno PSDC, recebeu R$ 27.109,24 do fundo eleitoral, mas não declarou despesas.
Fahur, que já foi acusado de ser uma farsa, entrou na política graças ao trabalho de Carlos Augusto Ferreira, o Carlão, 11 anos atrás, e à medida que foi recebendo mais recursos foi diminuindo o número de votos. Ao longo das eleições ele recebeu 50.608 votos (2014), 314.963 votos (2018) e 161.500 votos (2022). Um trecho de entrevista ao repórter André Almenara tornou-se viral, ele virou personagem do programa Pânico na Band e o ajudou a se eleger pela primeira vez. Depois de trocar o PSD pelo PL e não apresentar projetos relevantes, ficar conhecido por xingamentos a autoridades e postagens em redes sociais, sua eleição para um quarto mandato ainda é uma dúvida.
Fotos: Reprodução
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