Muda o cenário político

Primeiro turno foi marcado por uma nova configuração da política brasileira; Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno

O resultado de ontem das eleições gerais no Brasil mudam significativamente o cenário eleitoral. Em nível nacional, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguem em disputa no segundo turno da eleição para presidente da República. Os dois candidatos foram os mais votados no primeiro turno, realizado ontem, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

Flávio terminou a apuração em primeiro lugar, com 44.85 % dos votos válidos, o equivalente a 55.499.853 votos. Lula ficou em segundo, com 44.7%, ou 55.499.853 votos. Até às 21h01, 98,2% das urnas haviam sido totalizadas. A eleição presidencial é decidida em segundo turno quando nenhum candidato obtém mais da metade dos votos válidos no primeiro turno. A nova votação está marcada para 25 de outubro.

Em 20 estados, o pleito para governador foi definido no primeiro turno (Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe), e haverá segundo turno em outros seis (Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins).

O Senado passa mudou 54 dos 81 senadores, a maioria também de direita: Acre (AC): Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)
Alagoas (AL): Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)
Amapá (AP): Rayssa Furlan (Pode) e Lucas Barreto (PSD)
Amazonas (AM): Eduardo Braga (MDB) e Plinio Valério (PSDB)
Bahia (BA): Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)
Ceará (CE): Cid Gomes (PSB) e Luizianne (Rede)
Distrito Federal (DF): Michele Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
Espírito Santo (ES): Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)
Goiás (GO): Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União)
Maranhão (MA): Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)
Mato Grosso (MT): Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL)
Mato Grosso do Sul (MS): Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
Minas Gerais: Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT)
Pará (PA): Helder (MDB) e Chicão (União)
Paraíba (PB): João Azevêdo (PSB) e Veneziano (MDB)
Paraná (PR): Filipe Barros (PL) e Deltan Dallangnol (Novo)
Pernambuco (PE): Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)
Piauí (PI): Marcelo Castro e Júlio César (o Julim do Lula) (PSD)
Rio de Janeiro (RJ): Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
Rio Grande do Norte (RN): Styvenson Valentim (Pode) e Samanda de Lula (PT)
Rio Grande do Sul (RS): Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo)
Rondônia (RO): Dr. Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
Roraima (RR): Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB)
Santa Catarina (SC): Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL)
São Paulo (SP): Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)
Sergipe (SE): Rogério Carvalho (PT) e Delegado Alessandro (MDB)
Tocantins (TO): Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB).

No Paraná, o maringaense Sergio Fernando Moro (PL) foi eleito governador com 50,18% dos votos válidos. Sandro Alex (PSD) ficou em segundo com 25,29% e Requião FIlho (PDT) em terceiro, com 23,46%. A A nova Assembleia Legislativa recebe 42% de renovação (aqui, a relação dos 54). Maringá aumentou sua bancada na Assembleia: foram eleitos os deputados Do Carmo Podemos), Delegado Jacovós (PL), Soldado Adriano José (PP), o ex-prefeito Ulisses Maia (PSD), e o ex-vereador Mario Verri (PT), que voltou a ter representação depois de anos na Alep.

O Paraná renovou mais da metade de sus deputados federais (confira aqui). A bancada maringaense foi reduzida, com a não eleição de Luiz Nishimori (PSD). Sargento Fahur (PL) e Ricardo Barros (PP) foram reeleitos. A surpresa foi a jovem Ana Júlia, do PT, quarta mais votada do partido, com 184.500. O Novo foi os deputados mais votados: Jeffrey Chiquini (424.814) e Guilherme Kilter (269.554 votos).

Sergio Moro tornou-se o terceiro governador “produzido” em Maringá (Haroldo Leon Peres, indicado pela ditadura e que renunciou diante de episódio de corrupção) e Cida Borghetti, que assumiu por 8 meses como vice de Beto Richa, e o primeiro nascido aqui. Odílio Balbinotti Filho (PL) garantiu a primeira suplência de Zé Medeiros (PL), eleito senador pelo Mato Grosso. (21,10% dos eleitores de Maringá não compareceram às urnas. A votação dos maringaenses mais votados está aqui.

Fotos: Agência Brasil