É hora de abrir de novo os livros de história. Lembrar como eram obscuros os tempos da ditadura
Por Miss Marple:
Chegou a hora de defender a democracia. Não a democracia como palavra bonita de discurso. A democracia como o que ela realmente é: o direito de falar, de divergir, de ir e vir, de votar e de cobrar quem foi votado. Os direitos civis e sociais que custaram tanto para serem escritos na Constituição.
É hora de abrir de novo os livros de história. De reler o que a gente jurou nunca esquecer. Lembrar como eram obscuros os tempos da ditadura. O silêncio forçado. A censura que cortava jornais, músicas e vidas. O autoritarismo como método de governo. O atraso que isso deixou no país por décadas. Quem viveu sabe. Quem não viveu, precisa estudar. Isso não é nostalgia, é alerta. Ditadura não começa com tanque na rua. Começa quando a gente normaliza o ataque à imprensa, quando aplaude a violência contra quem pensa diferente, quando acha que direito humano é privilégio, quando troca liberdade por promessas anticonstitucionais. Começa quando se fala em aumentar tempo de mandato mesmo antes de eleito.
Agora não é uma questão de gostar de fulano ou de sicrano. Não é torcida partidária. Não é sobre esquerda ou direita. É sobre pensar num todo. É sobre o país que vamos deixar para nossos filhos. Se vai ser um país onde todo mundo tem voz, ou um país onde só alguns podem falar. Se vai ser um país que avança nos direitos, ou que retrocede décadas em poucos anos. Democracia se defende todos os dias. E principalmente agora.
Quem ama o Brasil, defende a democracia.
Imagem gerada por IA
