A Guarda Civil Municipal realiza uma serie de abordagens na rodoviária de Maringá. O objetivo é evitar crimes e passar sensação de segurança aos passageiros e funcionários no local. Na manhã de hoje), por volta das 6h10, três moradores em situação de rua foram encaminhados até uma van e seriam levados ao albergue.
A equipe da GCM, formada por três agentes, também conversava com passageiros. Foi informado que moradores de rua e “nóias” estão incomodando as pessoas pedindo dinheiro, até com abordagens agressivas. Principalmente contra mulheres e idosos. E também já houve registros de furtos e até estelionato.
MENTIRA – Num caso recente, estelionatário foi preso ao ser flagrado pedindo R$ 10 para completar o preço da passagem para uma viagem. Mas, quando ele foi revistado, os agentes encontraram mais de R$ 200 nos bolsos e o pedinte não faria viagem.
A ação da GCM também retira do local moradores de rua que fazem a rodoviária de “dormitório” , deitados nos bancos e cadeiras, atrapalhando os passageiros que querem sentar para aguardar o ônibus para a viagem. Quem está em situação de rua é orientado e até encaminhado para o albergue.
CRIMES – Além de prevenir furtos, onde os passageiros vão até o banheiro e deixam sua bagagem nas cadeiras, favorecendo a ação de “descuidistas”, a rodoviária também tem sido “palco” e base de contrabando.
Um grupo de sacoleiros usa a rodoviária para entregar grande volume de produtos eletrônicos ao chefe. As viagens são diárias para Foz do Iguaçu, onde os sacoleiros fazem compras em Ciudad del Este, no Paraguai.
Quando chegam na rodoviária maringaense, enchem carrinhos com mercadorias que são entregues ao chefe que aguarda o grupo voltar de viagem em ônibus de diferentes horários.
Às vezes, chegam a formar grupo com quase dez sacoleiros , trazendo grande volume de produtos contrabandeados. Principalmente eletrônicos. Como telefone celular e robô de limpeza.
CLANDESTINO – Outro problema que traz transtornos aos passageiros é a abordagem de motoristas clandestinos para o serviço de carona. Passageiros são até intimidados por motoristas que não são cadastrados em nenhum app do serviço.
Há até casos que passageiros são abordados na plataforma, assim que descem dos ônibus. O problema é visível e “audível”. Motoristas ficam aos berros num dos acessos, chamando passageiros que passam.
A orientação da Guarda é que as pessoas não aceitem essas corridas. Há risco de assalto e até cobrança abusiva, já que valores chegam a ser o triplo do que seria cobrado no serviço regular, que deve ser feito por aplicativo ou pelos táxis.
Porém, a fiscalização não é da Guarda. E sim da Secretaria de Mobilidade Urbana. Que pouco faz sobre o caso. Há apenas placas indicando que pessoas não usem o serviço ilegal. O que não resolve nada, já que os clandestinos atuam diariamente no local.
A rodoviária também apresenta problema de estrutura, graças à reforma não concluída. Problema foi parar no Tribunal de Contas do Estado.
