Absurdo dos absurdos

Atitude de direção de escola da rede municipal de ensino cerceia a liberdade religiosa em Maringá
Em pleno 2026, uma líder religioso ser impedido de entrar numa escola pública é simplesmente inaceitável. Nunca se viu nada desde que a cidade existe. Foi preciso chegar ao século XXI para ver isso. No Brasil há liberdade religiosa garantida pela Constituição e eventuais questões burocráticas não devem ser levadas como justificativa para um ato, que causa indignação por ser até certo ponto cruel.
Não há burocracia ou qualquer outra desculpa que justifique o que se trata de um absurdo. Impediu-se de levar o amor e a palavra divina a um órgão público.
É a democracia que garante exatamente que todas as religiões tenham a liberdade constitucional. No caso envolvendo a visita pastoral do arcebispo dom Frei Severino Clausen evidencia-se cerceamento, visto que visitas pastorais existem desde que Maringá ganhou o primeiro bispo, dom Jaime Luiz Coelho, cujo lema episcopal era “In Omnibus Christus” (Cristo em Tudo).
Aliás, a sorte de todos os envolvidos é que dom Jaime não está vivo, pois, se estivesse, veriam uma reação parecida com algumas passagens da Bíblia.
PS – O lema episcopal de dom Frei Severino Clasen é “Acolher e cuidar” – o que nem todos fazem.
Foto: Arquidiocese de Maringá
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