Isso não é fascismo?

Ações de retaliação motivadas por escolhas políticas são tratadas como ilícitos civis e trabalhistas sujeitos a sanções judiciais

Comentando uma brilhante fala do âncora  do Jornal de Manhã Maringá Paulo Caetano, o veterano, experiente, vivido, Fernando Tupan, disse, pelo que ficou implícito, defendendo os que estão falando, no caso da deputada eleita Jessicão, para que empresários bolsonaristas demitam funcionários que votaram em Lula. Disse ele: ‘deixa falar’, só se acontecer é que se deve tomar providências.

Pelo amor de Deus! (desculpem-me a apelação), mas num veículo de comunicação, concessão pública, não se pode defender o direito de se falar, postar, escrever uma barbaridade dessas. 

Isso não é fascismo? Críticos e cientistas políticos que utilizam o termo argumentam que a perseguição sistemática, o patrulhamento ideológico, a criação de listas de opositores para exclusão socioeconômica e a tentativa de asfixiar financeiramente indivíduos ou empresas guardam semelhanças com métodos de regimes totalitários do século XX. Sob essa ótica, a eliminação do pluralismo e o uso do poder econômico para punir divergências políticas seriam manifestações de um comportamento antidemocrático e intolerante.

Independentemente da terminologia política utilizada para classificar o ato, no plano legal e institucional brasileiro, as ações de retaliação motivadas por escolhas políticas são tratadas como ilícitos civis e trabalhistas sujeitos a sanções judiciais.  

Com todo o respeito, e aqui não quero para o jornalista, o que não quero para ninguém, só porque pensa diferente, mas a emissora deveria, pelo menos advertir,  e o jornalista explicar melhor a sua opinião, pois o nosso entendimento pode ter sido errado. Já que ele começou destacando o brilhante, repito brilhante, digamos, editorial do âncora Paulo Caetano, jornalista que, que apesar de bem mais jovem que nós, demonstra equilíbrio, ponderação, que às vezes faltam a nós, os que uma vivência, que forçosamente nos deveria fazer pessoas mais racionais e menos passionais, falhamos pela paixão exacerbada em defesa de políticos. Alguns até por questões profissionais, pois o público A  dá mais audiência que o B, e ou vice versa. Não deveria ser assim, mas infelizmente é, a partir de 2016/17 por aí e como disse outro brilhante jovem comentarista, Kim, Rafael, não vai acabar tão cedo. Mas um veículo de comunicação não pode tentar apagar o jogo, jogando, ainda que discretamente, gasolina. 

Desculpe o quase desabafo. Mas considera inconcebível, desumano, anticristão, ofensas, perseguições, e falo de ambos os lados, por bolsonaristas e petistas ou esquerdistas. 

Imagem gerada por IA