No dia 18 às 8h30 acontecerá o lançamento do livro Maringá – A cidade da gente, na AFMM; livro sobre os patrimônios de Maringá tem autoria de alunos da rede pública municipal e parceria com escritora e ilustrador profissionais
Os patrimônios culturais e ambientais da cidade são o tema do livro Maringá – A cidade da gente, que será lançado no dia 18, uma quinta-feira. Os autores são os alunos de cinco escolas da rede pública de ensino do município: escolas municipais Ayrton Plaisant, Campos Salles, José Galetti, Odete Ribaroli e Silvino Dias, em parceria com a escritora Luciana Nabuco e o ilustrador Olavo Costa. O livro faz parte do projeto A cidade da gente, produzido pela Editora Olhares e viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet –, por meio do Ministério da Cultura. A produção teve o patrocínio da Coca-Cola Femsa Brasil e contou com parceria da Secretaria Municipal de Educação.
As turmas de cada uma das escolas envolvidas investigaram e escreveram sobre dois temas da cidade, que se tornaram capítulos do livro. Em suas pesquisas, os alunos visitaram os patrimônios e receberam pessoas para falar dos temas nas escolas. As festas populares, a Capela Santa Cruz e a Corrida de rua foram alguns dos assuntos contemplados pelo livro. A visita dos estudantes da E.M. Campos Salles ao Parque do Ingá rendeu versos de autoria coletiva que cristalizam a memória desse dia: “Lá tinha um grande pavão/que era muito bonitão/Tem também a capivara/que apelidamos de Iara”.
“O projeto convida os estudantes a criarem uma cartografia afetiva de Maringá e, ao fazerem isso, vão além do conhecimento sobre o território: desenvolvem habilidades de pesquisa, leitura, escrita e pensamento crítico, além de se reconhecerem como agentes da história e do espaço. E isso é transformador!” comenta a coordenadora pedagógica do projeto, Giselle Germano.
“Acreditamos que contribuir para o desenvolvimento das comunidades onde estamos presentes também significa valorizar suas histórias, sua cultura e as pessoas que constroem seu futuro. Apoiar o projeto Maringá – A Cidade da Gente é uma forma de incentivar a educação, fortalecer o sentimento de pertencimento e dar protagonismo aos estudantes da rede pública, que passam a reconhecer e compartilhar a riqueza do patrimônio de sua cidade. Essa iniciativa reflete uma das premissas de sustentabilidade da Coca-Cola FEMSA Brasil: gerar valor para as comunidades e contribuir para um desenvolvimento que deixe um legado positivo para as próximas gerações.”, diz Jurema Cestari, gerente industrial da Coca-Cola FEMSA Brasil em Maringá.
2.650 exemplares do livro Maringá – A cidade da gente foram doados para a Secretaria Municipal de Educação distribuir entre as escolas da rede, para uso didático, o que garante que ele fará parte da educação de gerações de novos cidadãos de Maringá, que poderão aprender sobre a cidade a partir do olhar de outras crianças e adolescentes locais, como eles. Uma versão integral do livro pode ser acessada no site do projeto, www.acidadedagente.com.br.
Em seu texto de apresentação do livro, a Coca-Cola Femsa Brasil destacou: “Cada página revela mais do que lugares, histórias, manifestações culturais e referências que fazem parte da identidade da cidade. Revela também pessoas, memórias e saberes que, juntos, ajudam a construir o sentimento de pertencimento e a preservar aquilo que Maringá tem de único”.
Sobre o projeto – Com livros já publicados em mais de 50 cidades de norte a sul do país, a coleção A cidade da gente propõe uma parceria de escritores e ilustradores profissionais com professores e alunos das escolas públicas de cada cidade abordada para contar as histórias de seus patrimônios materiais, imateriais e ambientais. O projeto foi vencedor do prêmio Retratos da Leitura 2019, promovido pelo Instituto Pró-Livro para reconhecer ações destacadas de incentivo à leitura em todo o país, e também semifinalista em 2024 e finalista em 2026 do Prêmio Jabuti, principal premiação do setor editorial brasileiro.
Idealizado pela Editora Olhares, o projeto A cidade da gente completou 10 anos de publicações em 2025.
Trabalho com as escolas é um dos valores da coleção – Cada livro da coleção conta a história de um município brasileiro a partir de seus patrimônios e o roteiro de temas locais surge a partir da interação com gestores da educação e professores das redes municipais de ensino. Cada tema se torna o projeto de uma turma e os alunos são incentivados a investigar e dissertar sobre eles, tornando-se guias literários dos escritores na cidade. Assim, viram protagonistas de suas próprias histórias quando o livro toma forma.
Ao narrar as histórias dos patrimônios locais com o ponto de vista das crianças, os livros da coleção têm como objetivo apoiar a perpetuação e a disseminação da história das cidades abordadas, valorizando lugares e atividades importantes da memória coletiva da cidade, além de ampliar as noções das crianças sobre sua identidade e sobre o pertencimento à cidade e à região onde vivem. O projeto é também um importante apoio ao aprendizado, trazendo uma oportunidade de que ele aconteça a partir de temas locais e de interesse próximo para as crianças, como preconiza a Base Nacional Curricular Comum, do Ministério da Educação.
Livros se tornam referências locais – Produzido em geral em pequenos e médios municípios, os livros da coleção tendem a se tornar importantes referências de conhecimento para as cidades participantes, com linguagem acessível mesmo para quem não tem hábito de leitura e com a vantagem de trazer o ponto de vista das crianças locais.
Para garantir que o livro se perpetue nas escolas da rede pública de cada cidade, são distribuídos gratuitamente entre elas 2.600 exemplares de sua tiragem e oferecida uma formação de professores para reunir ideias de uso em diferentes disciplinas, estimulando o uso pelas turmas ano a ano, em temas diversos, por muitas gerações.
Sobre a Editora Olhares – Em um catálogo heterogêneo, os títulos da Olhares têm em comum a proposta de estruturar o conteúdo junto com os autores, o pensamento editorial e de design entrelaçados, a articulação entre textos e imagens para a construção de uma narrativa comum. Trata de temas da cultura brasileira, em especial nos campos da arte, da história, da fotografia, da arquitetura e do design. Além de títulos relevantes nesses segmentos, a editora conquistou prêmios como o Jabuti, o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira e o Retratos da Leitura.
Sobre os autores – Luciana Nabuco é jornalista, tradutora, escritora e artista visual, nasceu no Acre e desde 2003 trabalha com a temática afro-indígena brasileira. Olavo Costa é quadrinista e ilustrador paulistano, adora desenhar desde criança. Formou-se em Artes Plásticas pela ECA-USP e, em mais de dez anos de carreira, ilustrou para revistas, jornais, álbuns de quadrinhos e dezenas de livros infantis e infanto-juvenis em parceria com escritores e artistas como Lourenço Mutarelli, Vincent Villari e Regiane Alves. (C/ Assessoria)
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