Em Maringá, obra suspeita de superfaturamento ganha aditivo de R$ 48 milhões do governo federal
No último dia 12 o diretor do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, Luiz Antonio Pagot, assinou termo de aditivo ao contrato que o Dnit tem com a Prefeitura Municipal de Maringá para execução de obras do prolongamento do rebaixamento da linha férrea. A obra, de acordo com levantamento do Tribunal de Contas da União, possui uma série de irregularidades, entre elas a suspeita de superfaturamento de R$ 35 milhões (aqui). O termo assinado com o prefeito Silvio Barros II na semana passada acrescenta uma parcela de R$ 48.867.262,18 ao contrato original, alterando o valor vigente de R$ 63.630.830,41 para R$ 112.498.092,59, sendo R$ 89.998.474,07 de responsabilidade do Dnit do governo Lula e R$ 22.499.618,52 da contrapartida de 20% da administração pepista.
O termo que reajusta os preços da obra que o TCU (aqui, o acórdão na íntegra) aponta como superfaturada passa a valer a partir de hoje.
PS – Quando o TCU mandou parar a obra, o prefeito informou que faltavam pouco mais de 500 metros para terminá-la. Devem ser os 500 metros mais caros do planeta.
PS 2 – À tarde, a prefeitura informou que o aditivo é para um túnel de 600 metros.
*/ ?>
