Sobre padres e cães

Do padre Orivaldo Robles:

Em 1985, padre Mateus Elias veio morar no Seminário Arquidiocesano, do qual eu era reitor, ali na saída para Paranavaí. Deixou Doutor Camargo, não pelos 71 anos de idade, mas por culpa de uma deficiência visual que só aumentava. Com grande esforço e ajuda de uma lupa, continuou lendo e escrevendo. Trabalhou até momentos antes de morrer, três anos depois. Logo que chegou, pediu-me que, vez por outra, alguém o levasse à sua cidade. Determinei ao seminarista encarregado da kombi que o atendesse. Quinzenalmente, sem falta, ele retornava à ex-paróquia. Passou o tempo. Um belo dia, perguntei ao motorista se o continuava conduzindo a Doutor Camargo. Resposta: “Ele não vai mais; faz meses que seu cachorrinho morreu”. Leia mais.