Dupla Silvio e Pupin, só por dois mandatos seguidos
Vou desmontar a tese do ministro Marco Aurélio, de que o vice não precisaria se desincompatibilizar, já o titular não precisa e que não seria terceiro mandato, no caso Pupin. Eles formaram uma dupla, com Silvio prefeito e Pupin vice, em 2004. Pupin substituiu Silvio nos seis meses anteriores ao pleito de 2008. Se neste pleito (2008) tivessem invertido as posições, com Pupin de prefeito e Silvio de vice, em 2012 certamente Pupin não poderia ser candidato, conforme admitiu o ministro Marco Aurélio no julgamento de Guarapari. Se Silvio, como vice, neste segundo mandato, tivesse substituído o titular nos seis meses anteriores ao pleito, poderia ser candidato? A resposta é não, pois já teria tido um mandato como Prefeito, mas pela tese do Ministro poderia, já que fora vice e teria direito a mais um mandato. Pela mesma tese Pupin poderia ser vice, já que estaria no primeiro mandato de prefeito. Isto é absurdo, mas eles poderiam ir se revezando nos cargos até o fim da vida. Como não se admite três mandatos consecutivos é irreal admitir-se que Pupin fosse candidato em 2012. Se um não pode, ou outro também. O TSE definiu claramente que o prefeito reeleito, não pode ser candidato a vice na eleição seguinte, porque ensejaria a possibilidade de fraude com o prefeito renunciando, para que o prefeito que cumpriu dois mandatos vá par o terceiro. E quem garantiria que no caso do vice (Pupin), ele só estaria garantindo o cargo para o ex-prefeito, companheiro de chapa duas vezes, mandasse de fato? Não sabemos que é um terceiro que manda, mas…
Akino Maringá, colaborador
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