Ricardo Barros manda e desmanda…

… em Maringá, esta é a conclusão de Paulo Vergueiro que escreveu, texto do qual destaco os principais trechos: ‘Para o martelo, “tudo é prego” assim como para o engenheiro tudo se resolve com novas obras. Assim pensa e assim age o mentor político e administrativo de Maringá, Engenheiro Ricardo Barros.Hoje o líder político deixou de ser aquela figura que luta por idéias ou sonhos, onde o cargo eletivo é mero acaso circunstancial da carreira, para tornar-se um grande empreendedor do sistema público de financiamento de obras. E todos que respiram o ar em Maringá sabem que Ricardo Barros não se limita a ser líder de um grupo político. Vai além. Ricardo Barros manda e desmanda na cidade. (…)

Enquanto se promete e se cumpre é verdade grandes obras, continuamos a conviver com dificuldades e imensas na saúde, por exemplo, na coleta de lixo, na varredura das calçadas, na má condição das praças, no abandono do paço municipal, da fedentina dos banheiros dos servidores e pior de todos os males, o baixíssimo nível salarial pago aos servidores e fundamentalmente aos professores. (…) De fato aprendeu-se e muito (estilo) com o mestre de todos, Engenheiro Paulo Salim Maluf. Maringá não precisa de um novo centro administrativo, tão pouco de uma estação transmodal intergaláctica! Maringá precisa de racionalidade e carinho.Para não cair no lugar comum de apenas criticar por criticar, vamos aos fatos. Para que um novo centro administrativo, se podemos racionalizar os espaços do próprio paço municipal, criar e desenvolver pequenos centros de atendimento (protocolos na verdade, via on-line) espalhados pela cidades com base em terminais nos diversos bairros da cidade? Para que um novo centro administrativo se a melhor opção é diminuir o quadro concursado e de CC’s em favorecimento da competência, do desenvolvimento de novas habilidades, treinamento e melhores salários? Se paga hoje, milhares de reais em aluguéis para que funcionem departamentos e secretarias do município. Dinheiro jogado fora e que tanta falta faz em tantas outras áreas. E para agravar a avaliação, vemos prédios comprados com o suado dinheiro público completamente abandonado.Onde esta a capacidade de reaproveitar prédios como da antiga biblioteca na esquina (pra lá de privilegiada da XV com a Av. Getúlio) completamente abandonado ou subutilizado?E o prédio do que seria um teatro na Praça Raposo Tavares? O Hospital Municipal?! Inacabado, espaços ociosos, falta de equipamentos e de pessoal!Com a simples redução de funcionários, adequação dos espaços e criação de centros de atendimento pulverizados pela cidade, para que novo prédio administrativo?Além do que, o prédio vizinho, antigo Hotel Bandeirantes, não poderia ser adaptado e mantido sua arquitetura histórica, dando a ele funcionalidade no serviço público?Claro que poderia! Mas não querem. Mais, o fórum vai deixar o centro. O que vira o prédio? Não poderia ser negociado entre estado e município, de maneira a utilizá-lo? Não. Querem construir um novo centro administrativo e pronto! Voltemos ao povo. A necessidade do povo. Para que um terminal intergalático?! O que precisamos é racionalizar a distribuição das linhas. Diminuir o fluxo do centro, transferindo-o em partes aos subterminais de distribuição em bairros estrategicamente identificados.(…) Em tempo: Um carro para o prefeito no valor de R$ 171.000,00 poderia comprar: aproximadamente 35 motos de primeiro atendimento. Faça uma avaliação do que seria melhor para a cidade’. (sic)
Meu comentário (Akino): Finalmente se convenceu, caro Vergueiro, que é Ricardo Barros quem manda, e que é discípulo de Maluf. E mais que isso, que desmanda, ou seja, comente desmandos. Pelo menos foi o que entendi no texto.
Akino Maringá, colaborador