Sarandi, populoso e pobre

Sarandi

Por Allan Marcio:

Em 2015 estaremos gastando o maior volume Financeiro do Orçamento Municipal, algo próximo a R$ 120 milhões.
Poderia ser mais? Sim poderia ser praticamente o dobro, se houvesse um mínimo de reformas tributárias, urbanas e sociais pela cidade de forma planejada e participativa. 
De 2009 a 2015 praticamente a arrecadação quadruplicou, conforme dados do Portal da Transparência de Sarandi. Todavia, nossa população local cresce em média, 1,5% ao ano, bem diferente e distante da tributação esfolante.
Neste contexto, descarta-se a justificativa de a população ser numerosa demais, para dinheiro de menos.
O cobertor pode ser curto. Porém, mais curta é a capacidade de gestão da forma de administrar recursos públicos.
Notamos a “grande” Sarandi ser o menor PIB per capita (R$ 9,6 mil) entre as cidades “metropolitanas”.
Maringá com R$ 27,8 mil, Paiçandu (R$ 10,1 mil), Mandaguaçu (R$ 15,7 mil), Mandaguari (R$ 16,7 mil), Marialva (R$ 21,2 mil) e Floresta (R$ 17,8 mil).
Se isto não fosse pior, com um PIB três vezes menor a Maringá e duas vezes a Marialva, ainda detivemos do menor crescimento no período avaliado 2010-2012 de apenas 13,53% entre as cidades, onde a recordista foi a pequena Floresta, 79,89% e Paiçandu, 41,23%.
Nesta breve analise, não dá para administrar um futuro, sem equalizar ou esquecer os desafios do passado na área social e econômica.
Portanto, a desigualdade, falta de gestão, frágil participalidade popular no trato com as questões públicas só adia o inevitável em prejuízo a todos.
Enfim, nas próximas administrações não há como mais deixar a as ingerências do passado debaixo dos tapetes, ou mais uma vez a população pagará a conta.
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(*) Dr Allan Marcio, Portal do Controle Social