Corrupção generalizada?

Um amigo fez a seguinte postagem: ‘A síndica do meu condomínio foi destituída. Alegam-se e comprovam-se alguns fatos como o pagamento de honorários advocatícios para defendê-la, transferência bancária para o próprio pai e contração de despesas sem consultar o conselho deliberativo. Sim, o problema do Brasil resume-se aos políticos’.
Meu comentário (Akino): Fui síndico de prédio por quatro mandatos (oito anos), e quando assumi um cunhado, dono de empresa de material de construção, disse que em todos os orçamentos que eu fosse fazer, pechinchasse, pois os valor apresentados estavam geralmente, de 10 a 20% maior, imaginado que fosse pedir comissão. A partir daí adotei a seguinte tática: Quando ia fazer uma compra ou contratar um serviço dizia: ‘Pode colocar o preço menor que for possível, pois aqui não tem comissão de comprador’. Certa vez fui contratar um serviço de pintura e disse a mesma frase e o responsável pelo orçamento contou-me que certa vez entrou em concorrência para fazer um serviço para uma grande cooperativa (não é de Maringá), e preocupado enxugou os custos e apresentou o valor de R$ 31.000,00 e foi chamado para conversar com o comprador que lhe disse que com aquele preço não ganharia. Argumentou que já tinha reduzido ao máximo e e resposta do comprador foi: ‘você não está entendendo, precisa aumentar para R$ 45.000,00, e me repassar, em dinheiro os R$ 14.000,00’. Seria essa prática comum? Estaria a corrupção generalizada, e não resumindo apenas aos políticos, como disse meu amigo? E completo, com uma frase que ouvi de um amigo, em 2005/2006 (ele era CC de Silvio II): ‘O prefeito de Maringá, para ganhar dinheiro, não precisa roubar, basta receber uma comissão de 10% de todas as compras e serviços que a prefeitura fizer’. Imaginava ele que a comissão era dada pelo vendedor e sairia do seu lucro. Argumentei o óbvio. Se pode conceder a comissão, pode dar o desconto de 10% e todos os contribuintes, que pagam a conta serão beneficiados. Sonho com o dia em que ninguém vai receber comissão, a não ser para tratar e discutir assuntos de interesse de todos (uma comissão de moradores, ou de estudantes, por exemplo).
PS: Se há um pecado que não cometo, é esse. Não sou corrupto, não recebo dinheiro público por fora (nem por dentro). E você que está lendo? Pode dizer o mesmo? Se não, mude enquanto é tempo. Só receba o que é legal, moral. Lembre-se que isso é ladroagem, e você não quer ser chamado de ladrão, provavelmente.
Akino Maringá, colaborador
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