Nomeação ‘combo’ confirma acusações de Moro

De Josias de Souza:

Jair Bolsonaro inventou a nomeação do tipo combo, uma novíssima modalidade de preenchimento de cargos públicos. Combo, como se sabe, é uma palavra em língua inglesa que representa a abreviação de combination. Em português, significa combinação.

Com a mesma naturalidade de uma pessoa que solicita pipoca com refrigerante no cinema, Bolsonaro enviou para o Diário Oficial um combo de ministro da Justiça com diretor-geral da Polícia Federal.

Para o ministério, nomeou o “terrivelmente evangélico” André Mendonça, deslocado do posto de Advogado-Geral da União. Para a PF, escolheu um terrivelmente amigo do clã Bolsonaro: Alexandre Ramagem (foto), delegado federal içado da chefia da Abin.

O modelo combo revelou-se cômodo para Bolsonaro. Para não deixar dúvidas quanto aos seus propósitos, o presidente privou o novo ministro da Justiça de escolher o chefe da PF, que deveria ser um de seus principais subordinados. Ficou entendido que Ramagem está submetido ao ministro da Justiça apenas no papel. Na prática, o chefe da PF vincula-se diretamente ao gabinete do presidente da República, sem intermediários. Leia mais.

(Valter Campanato/Agência Brasil)