Rotary, 1966

De repente me dei conta de que estou ficando velho mesmo. Com “apenas” 87 anos, já tenho bastante mais amigos “lá em cima” do que aqui neste agitado planetinha.
Dias atrás, mexendo em minhas bagunçadas gavetas, achei uns papéis bem antigos, alguns dos quais lembrando eventos de rotarianos. Foi aí que a memória me levou de volta a 1966, ano em que ingressei no Rotary Club de Maringá, tendo Joaquim Dutra como padrinho. O presidente era Vicente Soares. O grupo era formado por pioneiros ainda relativamente jovens, os mais velhos entrando na casa dos 50 anos. Eu tinha 33.
A cidade tinha 19 anos. Havia aqui apenas um Rotary, fundado em 1952, e um Lions. Os dois clubes de serviços congregavam destacados líderes da comunidade e exerceram influência muito significativa na formação da sociedade maringaense.
Até então ninguém era muito íntimo de ninguém, visto que cada um viera de um lugar diferente. Os clubes de serviços ajudaram os pioneiros a se conhecerem melhor e a se tornarem bons amigos uns dos outros. Com isso foi possível unir forças e proporcionar preciosos benefícios ao município.
Difícil, após mais de meio século, lembrar ainda de todos, mas o que mais me surpreendeu foi constatar que apenas três daqueles rotarianos de 1966 continuamos aqui até hoje: Mário Lins Peixoto, Hiran Mora Castilho… e eu. Os demais, de queridíssima e saudosa memória, devem seguir se reunindo nas segundas-feiras, mas agora no “Rotary Céu”.
Para facilitar, coloquei em ordem alfabética os nomes que consegui recordar, dentre os companheiros que já partiram. De muitos você também por certo se lembrará. Todos eles deixaram marcas muito importantes em sua passagem por Maringá.
Adriano José Valente, Afonso Celso Seara, Alfredo Maluf, Alfredo Zamponi, Amélio Silva Gomes, Aníbal Bianchini da Rocha, Aniceto Mattti, Diderot da Rocha Loures, Eduardo Froes da Mota, Edson Cantadori, Emílio Germani, Flávio Pasquinelli, Francisco Feio Ribeiro, Galileu Pasquineli, Guido Germani, Heitor Bolella, Hellenton Borba Cortes, Herbert Mayer, Ivaldo Borges Horta, Joaquim Dutra, Joaquim Duarte Moleirinho, João Batista Sanches, João Bem-Hur de Melo, João José de Oliveira, José Plínio Silva, Luigi Ubaldini, Nelson Moribe, Newman da Silva Gomes, Oberon Floriano Dittert, Odwaldo Bueno Neto, Otávio Dias Chaves, Paulo Okamoto, Ricarte de Freitas, Ubirajara Pismel, Vanor Henriques, Vicente Soares, William Castelleins, Wladimir Babcov.
O clube se reunia no histórico “Salão Amarelo” do Grande Hotel (depois denominado Bandeirantes), mesmo local onde também se realizavam os jantares do Lions. Hoje há na cidade uns 15 Rotaries e uns 15 Lions, ambos os grupos atuando sempre com exemplar eficiência, motivados pelo nobre ideal de servir.
(Crônica publicada na edição de hoje do Jornal do Povo)
Faça parte do nosso grupo no Telegram e receba as principais notícias do dia – Clique aqui
Faça parte do nosso grupo no WhatsApp e receba as principais notícias do dia – Clique aqui
*/ ?>
