“Esse a natureza marca”

Nos meus tempos de futebol amador, no final da década de 60, início de 70, em times como esse da foto abaixo, nas fazendas e sítios da região de Presidente Prudente, depois em Mandaguaçu, no time do ‘Cabo Petronílio‘, a torcida pegava no pé e tia alguns bordões.
Lembro de um: ‘esse a natureza marca’, dizendo para o zagueiro, por exemplo em relação a um ataque e eu era, um ponta de lança. Para o jogador era um xingamento desmoralizante, pois significava que aquele jogador, não representaria nenhum perigo para a defesa.
Mas o grito da torcida adversária, às vezes mexia dos os brios e o xingado virava um e leão. Eu mesmo, aproveitei isso, e muitas vezes, passei a jogar muito mais ao ao fazer um gol fazia aquele gesto que hoje é punido com cartão amarelo, que quer dizer, ‘cala a boca’.
Hoje o futebol de sítio e fazenda praticamente acabou, e esse grito deve ter acabado. Nunca mais ouvi.
PS: O primeiro à esquerda, em pé, o único afro descente, é o Zé Reis, foi o técnico que me lançou na ponta esquerda, cortando pra dentro, assim no estilo Dudu do Palmeiras, para bater de direita, apesar de eu ser um jogador ambidestro, e poder alternar jogadas de linha de fundo, cruzando de esquerda. Nesse quesito, direita ou esquerda, não faço distinção, só não gosto do centrão, até porque aquele centroavante que ficava só esperando a bola, não faz muito sentido hoje. Ali pelo centrão se fala muito e espera ‘de bola’. (lembrei de uma outra expressão da época,’ fulano levou bola’.)
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