Agnóstico ou ateu?

Há quem considere que agnóstico e ateu são palavras sinônimas, mas existe  diferença. Ateu é quem não acredita em Deus e nega sua existência. Já o agnóstico afirma que é impossível afirmar com certeza se Deus existe ou não.  

A propósito, um amigo postou um  texto, que pedi autorização para resumir, e fazer com os leitores e ele, em particular, uma reflexão, apresentando um complemento, que talvez sirva para provar a existência de Deus. Eis o texto base:

‘Desabafo sincero de um agnóstico após tantos apelos ao divino, nestes tempos de pandemia e outras mazelas. Sem críticas, pelo contrário, aos crentes que devem ser mais felizes porque lhes restam esperanças, desde que sinceros e não farisaicos.

 Estaria certo o todo poderoso colocar os viventes neste universo inóspito com contabilidade negativa, sendo o maior fator a MORTE (perda dos entes queridos de modo inexorável)?

 O todo poderoso não estaria mais de acordo com sua misericórdia se extinguisse com essa foice nefasta? Sendo onipresente, onisciente, e tudo mais dos advérbios latinos que denotam poder absoluto, (tomara que sim verdadeiramente), não estaria mais de acordo com um ser benevolente evitar para seus filhos tanta desgraça?

 E, por favor, não venham profetas da tesouraria evocar pagamento dos males antepassados, porque aí realmente a emenda seria pior, com filhos pagando pelos erros passados, coisa que não pode caber na cabeça de ninguém, muito menos nos editos do Salvador. E se as religiões, que devemos, repito, sim, respeitar ( menos aquelas que tripudiam das outras) resolvessem alguma coisa não estaríamos já em melhor situação?

 Deus intercederia pra matar alguém?. Não estaria mais de acordo com a lógica ou o bom-senso aquelas filosofias oriundas do Oriente, como o Tao (tudo acaba e se recicla) ou o Budismo (tudo é deus), ou o Hinduísmo (todos podemos ser deuses)?

Bem, não estou e nem teria conhecimento e moral para tentar influenciar alguém, mas, compreendam por favor, solto os pensamentos acima expostos por uma questão de reflexão, inclusive para mim mesmo, com uma última indagação: Não deveria o Verdadeiro, já que tantas são as incompreensões por aqui, numa noite enluarada,ou não, em letras garrafais, ou astronômicas, expressar a sua verdade numa live universal a verdadeira verdade no horizonte ou zênite celestial, sem os alfarrábios que tanta controvérsia provoca?’

Vou tentar dar  respostas ao meu amigo Idenor Cônsoli, autor dos questionamentos e reflexões acima, digo, eu Akino, e o farei à luz da filosofia Espírita, que consideramos, ainda, ciência e religião e que tem cinco princípios básicos: Crença em Deus; na imortalidade da alma;  na comunicabilidade entre os ditos mortos (desencarnados) com os vivos (encarnados); na pluralidade das existências; e na pluralidade dos mundos habitados.

Deus, na definição , quando da codificação da Doutrina, por Alan Kardec, é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas. ´Do Livro dos Espíritos,obra básica,  com 1019 perguntas feitas  pelo codificador, com respostas de e entidades espirituais superiores, como Santo Agostinho, São Luiz, dentre outros tantos, separamos as questões de 04 a 07 e assim resumimos:  Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus? “Num axioma que aplicais às vossas ciências: Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da criação. O universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa. É indispensável sempre uma causa primária.

Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porquanto essas propriedades são, também elas, um efeito que há de ter uma causa.  E acrescento, eu: que engenheiro agrônomo plantou a floresta Amazônia? Que arquiteto projetou o corpo humano?  Por que não se consegue fabricar água potável, mesmo tendo a fórmula? Que engenheiro calculou a distancia da superfície da terra ao sol?  Um pouco menor o calor seria insuportável, um pouco maior  seria o frio. Nós acreditamos em uma força superior, que chamamos de Deus.

Sendo Ele eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, é único, segundo  pode ver aqui  em site neste endereço www.oconsolador.com.br/12,  poderia  castigar suas criaturas, com a morte e para pagamento de  pecados dos antepassados, como se lê na Bíblia?  Não,isso nâo ocorre.

Deus nos criou a todos, Espíritos, simples  e ignorantes e nos concedeu o livre-arbítrio, ou seja, a escolha do caminho a seguir e os meios de alcançarmos a perfeição relativa.  A Alma é imortal.Somos uma Alma em um corpo físico, portanto a morte não existe, senão para o corpo. Nascemos, morremos, renascemos (num corpo físico) e a cada existência, seja no corpo ou fora dele, passamos por provas e expiamos pelas faltas cometidas por mesmos em outras existências , não como castigo, mas para aprendermos, e não faltas de outros antepassados. Aqui se faz, aqui se paga, diz um ditado popular, salvo engano.

O entendimento de castigo por faltas de antepassados é equivocado e não faria o menor sentindo, considerando que Deus é justo e perfeito. Mas à luz da reencarnação tudo fica lógico. Hoje podemos ser a reencarnação de avós, por  exemplo: Meu avô  morreu e eu nasci depois. Posso ser filho do filho do meu avô, e no caso ser a reencarnação deste. Logo posso expiar as faltas do avô, que são minhas, em outras encarnações. Assim acontece com bisavós, tetravós, que podem reencarnar na mesma família terrena, e serem os próprios, teoricamente antepassados, na verdade a mesma Alma em corpos e até gêneros diferentes. O pai de ontem, pode ser a filha de hoje, por exemplo, e vice versa.

Reflitamos todos, inclusive agnósticos ou ateus. Pode ser que  os que ainda têm dúvidas, fiquem com mais dúvidas, ou não, sobre a possibilidade de estarem equivocados  quanto a existência de Deus. Particularmente, não tenho a menor incerteza e creio que Deus não é um velhinho de barbas brancas, severo, julgador, parcial, ‘corruptível’ por promessas. Deus está em tudo, e ainda não o podemos compreender plenamente, e tão cedo não teremos condições. Repito: Deus é justo e perfeito, no mais perfeito sentido da expressão ‘justo e perfeito’.

Que Ele nos ajude, ou melhor, que sejamos receptivos à ajuda Dele, acreditando ou não, na sua existência !