Bem-vindo ao novo mundo pós-covid

Mudanças e incertezas são companheiras da humanidade. Ao longo do tempo, elas sempre causaram impacto na forma de pensar e fazer qualquer coisa, bem como no comportamento das pessoas.
Se compararmos como viviam nossos avós e como vivemos hoje, vamos perceber que muitos comportamentos que eles tinham nós não temos mais, e muitos comportamentos que temos hoje, eles desconheciam.
E assim, de geração em geração, essas mudanças vão acontecendo, fruto das influências oriundas da evolução da ciência, da filosofia e das novas tecnologias.
O interessante desse processo é que nós, seres humanos, somos um sistema complexo, mas extremamente adaptável e interdependente, o que nos torna capazes de evoluir junto com as mudanças que nos surpreendem.
Desde que o mundo foi criado por Deus, os outros animais nascem e já saem correndo. O ser humano não, nasce frágil e vai crescendo e se adaptando ao ambiente. E assim, vamos analisando o mundo hoje, a realidade do século XXI e como isso vem influenciando pessoas, relacionamentos, negócios, carreiras e trabalho.
Qualquer aluno destes tempos que esteve na escola estudando história, aprendendo sobre maias, incas e astecas, deve parar hoje e pensar em como será contada a história do século XXI nas escolas, nas salas de aula do futuro e de que forma tudo o que vivemos irá refletir na história.
A princípio, não sabemos nem mesmo se nesse futuro incerto teremos salas de aula, mas uma coisa é fato: o ano de 2020 ficará marcado como um grande divisor de águas para a humanidade.
Não somente a pandemia que nos cercou e sim a aceleração digital dos últimos tempos e o excesso de informações que nos rodeia diariamente, nos lançaram num abismo dinâmico em todas as dimensões de nossas vidas.
E este excesso de informações nos leva a questionar o próprio vírus como: Foi criado? Foi um acidente? Ou tipo, quem está falando a verdade? A ciência? A política? E assim o nosso imaginário fica voando.
O fato é que, a complexidade e a incerteza nos tomaram de tal forma que abrimos mão do controle, assumimos nossa fragilidade em encarar o que não compreendemos e passamos a voltar na busca de soluções ágeis num cenário no qual não existem caminhos certos ou errados e a única verdade é a mudança constante e agora, repentina.
Pois é, desde que o mundo é mundo, o protagonismo sempre foi a mudança. E Afinal, sempre aprendemos que empreender nunca foi um caminho de linha reta, sempre teremos curvas e obstáculos. E também aprendemos que se fizermos hoje o que fizemos ontem, amanhã não existiremos mais.
É engraçado como isso vem nos ensinando. Na escola estudamos em física que os “opostos se atraem”. O que percebo é quanto mais digitais nos tornamos, mais buscamos resgatar a nossa essência humana.
Entre tantas outras mudanças e comportamentos, vimos que a dimensão global ganha uma enorme força, e num paradoxo, o cenário do isolamento social trouxe um maior protagonismo para o local. E sabemos que existe conforto, pertencimento e identidade naquilo que nos remete às nossas origens. Ou seja, o contexto dos negócios de grande escala tendem a se adaptar ao contexto das localizações onde atuam.
O que eu poderia ser a você que está lendo agora e pode estar achando tudo confuso diante de todo este novo cenário e tendências? Entenda que aquilo que o torna único, a partir do entendimento da sua essência o fará diferenciado no mercado. Valorize suas peculiaridades. Eu, por exemplo, sempre fui péssimo em matemática, portanto, nunca me vi como engenheiro, mas em português eu era bom, e não á toa, estou por aqui escrevendo e ganho a vida com a literatura.
Agora, pós covid ou não, se você sempre fez o básico em sua carreira ou somente produziu algo comum, certamente será visto como apenas mais um entre milhares.
Se você quer se tornar inesquecível, único, memorável, visto, lembrado, o tempo da mesmice terminou. O que importa é inovar e reinventar. É por esta e por outras que temos aplicativos de transporte, hospedagem, filmes, compra em feira, produtos especiais para um público que precisa deste especial, como veganos, orgânicos e tantos e tantos outros que você sabe, basta um clic na mão e o produto vem.
O que mudou? O fator motivador migrou do “ter” para o “ser”. Não queremos mais experiências e, nesse sentido, você já deve ter ouvido muitos fazendo o paralelo entre a compra de um carro o uso do Uber: não fazemos questão de possuir um carro, mas usar o seu benefício.
Vimos que, neste novo cenário, qualquer ato social que foi notícia local, viraliza e torna-se global, e isso coloca marcas em xeque, derruba presidentes, muda o destino de recursos públicos. Bem-vindo ao novo mundo.
O famoso guru da administração mundial, Alvin Tofler, disse certa vez, há muitos anos, que o líder do futuro seria aquele que aprendesse a aprender, desaprender e reaprender.
O que sabemos hoje é provável que não nos sustente amanhã. Por isso, a palavra-chave é reconstruir. Mas não basta reconstruir se não aplicar a mudança, inclusive da nova mentalidade, aplicando o que aprendeu.
Este é o segredo simples em desaprender. O que não quer dizer que tem que esquecer mas sim, evoluir, substituindo e agregando o novo conhecimento ao antigo que você já tinha.
A vida sempre pode ser uma hipótese apaixonante. Quando você ama o que faz e faz o que ama, tanto faz, nunca vai querer parar de fazer. Não à toa, o mundo é construído por aqueles seres humanos que fazem tudo com amor e que tem em sua semente, serem eternos insatisfeitos.
Não sei se contribuí com você, mas em minha maneira de ver, não há espaço para negócios, trabalhos, carreiras e relacionamentos, no modo “mais do mesmo” sem propósito. Se você realmente estiver comprometido e isso fizer sentido para você, tudo valerá a pena.
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!
(*) Gilclér Regina palestrante de sucesso, escritor com vários livros, CDs e DVDs que já venderam milhões de cópias e exemplares no Brasil, América, Ásia e Europa
(Foto: Anna Shvets)
*/ ?>
