A revolta da vacina e hoje

- O presidente da República, Rodrigues Alves, nomeou o médico Osvaldo Cruz, como diretor de Saúde Pública, com a missão especial de conter o vírus da varíola, que se espalhava rapidamente. Morriam milhares de pessoas. Mais que depressa, o Doutor Osvaldo Cruz cercou- se de pesquisadores e cientistas que produziram a vacina contra a varíola e obteve do Presidente da República a determinação da indispensável obrigatoriedade da vacina.
- O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, ante a proliferação do vírus da covid-19, demite o Ministro da Saúde, Luís Henrique Mandetta por insistir na necessidade imediata de vacinação em massa e, portanto, discordar do imperativo presidencial em levar avante o tratamentos de saúde dos contaminados pelo coronavírus, entre outros medicamentos, pelas hidroxicloroquina ou da ivermectina, apesar da posição contrária da Organização Mundial de Saúde e cientistas do mundo inteiro assegurarem que não há evidência científica de que esses medicamentos sejam eficazes e seguros no tratamento da covid-19.
- A população do Rio de Janeiro rebela- se contra a vacinação obrigatória. Agitadores incitam a massa urbana a agredir os funcionários públicos de saúde. O presidente Rodrigues Alves determina que policiais contenham os rebelados que apregoavam ser imoral mostrar os braços para tomar a vacina. O centro do Rio de Janeiro transformou- se em praça de guerra com bondes derrubados e edifícios depredados.
O movimento rebelde foi dominado por Rodrigues Alves, mas que, pressionado pela oposição flexibilizou a vacina obrigatória, tornando- a facultativa, situação que ensejou vida longa à varíola no decorrer do século XX. - O presidente Jair Messias Bolsonaro nomeia como ministro de Saúde um general do exército, mas com a responsabilidade de cumprir fielmente as normas da presidência da República, conferindo destaque ao receituário do ” cientista” Bolsonaro, que já havia qualificado de gripezinha a covid 19 e que os descontentes deixassem de fazer mimimi.
A exemplo de 1904, pessoas vieram a morrer aos milhares.
Em dezembro de 2020, já existiam vacinas, mas o governo federal recusou-se a comprá-las.
Hoje, o Brasil conquistou a liderança mundial de óbitos por dia pela covid 19.
Milhares de vidas inocentes foram ceifadas pela omissão presidencial em ignorar sistematicamente o alcance de uma pandemia, na mais incoerente afronta aos nossos conceituados cientistas do Brasil e do mundo inteiro.
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