O que está acontecendo e o que estamos fazendo de errado?

Minha Reflexão hoje, principalmente sobre educação, começa com esta pergunta: O que está acontecendo e o que estamos fazendo de errado? As crianças de hoje estão sendo estimuladas e superdimensionadas com objetos materiais, mas são privadas dos conceitos básicos de uma infância saudável.
Entendo como uma infância saudável, a oportunidade de ter pais emocionalmente disponíveis, limites claramente definidos, nutrição equilibrada e sono adequado, aliás, parece que não tínhamos isso quando éramos criança, ter problema de dormir. Hoje esse problema parece que afeta a todos, crianças e adultos.
Muitos dos problemas que percebemos na sociedade vem da formação familiar, das responsabilidades ensinadas desde a tenra infância.
Hoje ficam na frente de um jogo de videogame ou uma TV o tempo todo. Agora, mais ainda, com o ensino à distância em razão da pandemia e do isolamento social. Não me refiro somente agora neste momento triste, mas o que já vinha acontecendo.
Por exemplo, a falta de atividades, especialmente ao ar livre, jogos criativos, interação social, oportunidades de jogo não estruturados e espaços para relacionamentos. Incrível como adolescentes de hoje reclamam de tédio.
Em contraste, nisso tudo, os últimos anos nos mostraram que as crianças foram preenchidas com pais digitalmente distraídos, indulgentes e permissivos que deixam as crianças “governarem o mundo”, sem quem se estabeleça regras.
Fica no ar um sentido de direito, de obter tudo sem merecê-lo ou ser responsável por obtê-lo, sem horários que provocam um sono inadequado e uma nutrição desequilibrada.
Isso tem provocado um estilo de vida sedentário com estimulação sem fim de armas tecnológicas, gratificação instantânea e ausência de momentos chatos. A pergunta é, o que fazer?
Se queremos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, temos que acordar e voltar ao básico. Ainda é possível. Muitas famílias veem melhorias imediatas após semanas de implementar recomendações como: Definição de limites e lembrar de que você é o capitão do navio. Seus filhos se sentirão mais seguros sabendo que você está no controle do leme. Oferecer às crianças um estilo de vida equilibrado, cheio do que elas PRECISAM, não apenas o que QUEREM.
Não tenha medo de dizer “NÃO” aos seus filhos, se o que eles querem NÃO é o que eles precisam.
Aprenda a esticar a sua fé. Isso muda o mundo e certamente melhora a vida de seus filhos e de uma futura sociedade. Pensa comigo, plante sementes extraordinárias e tenha uma colheita extraordinária. Não fique aí parado, sentado no seu conforto.
Quando você fica sem botar o pé na estrada, a mão no telefone, os dedos no teclado… como profissional, simplesmente nada acontece. Você pode ser muito bom no que faz mas talvez muita gente não saiba disso. Qual é a regra? Ter foco e ir à luta como quem vai a uma festa.
Isto é, pensando na formação educacional e berço familiar, saia do conforto tecnológico e pense numa educação de filhos que ajuda a mudar o mundo, sabendo que isso muda, primeiro o mundo deles. Toda mudança do mundo começa em casa.
Use melhor o seu tempo e tenha esse FOCO. Isso só acontece para muita gente que levanta mais cedo e vai dormir mais tarde. O que é ter sucesso nesta formação? Para cada pessoa pode soar diferente. Para uns é ganhar mais dinheiro e para outros é conseguir levantar da cama e caminhar até o jardim.
Em todas as situações, O SUCESSO É SER FELIZ. Deus ajuda, mas Ele espera, no mínimo, que você faça a sua parte. Eu chamo isso de exercício da fé. E essa fé começa também pela educação que praticamos no berço familiar. É isso que constrói um país mais justo. Pela educação, que quando sai do berço familiar e vai para a escola, encontra lá uma continuidade de pensar melhor a humanidade.
Por isso volto a pergunta: O que está acontecendo e o que estamos fazendo de errado? A vida é um eco. Nas palavras do genial cientista Albert Einstein, a vida não dá nem empresta, não se comove nem tem piedade e tudo quanto ela faz é retribuir aquilo que damos a ela.
Eu completo lembrando o bumerangue. Do jeito que você jogar, volta para você. Ou ainda um eco da montanha, do jeito que alguém gritar, também irá retornar. Então, o resumo ópera é este: A vida é um eco.
Nossos filhos são reflexo do espelho que oferecemos a eles. E uma educação não se consolida com pais distraídos no mundo digital. Até porque, como espelho, forma-se filhos digitais também.
Eu sei, vivemos no novo mundo. Já não é possível imaginar o mundo sem o desenvolvimento de tecnologias cada vez mais avançadas, rapidez de informação e tudo a um clic da solução.
O problema é o ser humano acreditar que, em todas as áreas da vida, inclusive na educação, na formação, na base do pensar o mundo já dentro de casa, achar que tudo se resolve instantaneamente, num passe de mágica ou com um simples passar de dedo no seu celular.
A palavra que vai determinar algo maior chama-se equilíbrio. Nem tanto ao céu nem tanto a terra. Não quis colocar aqui o fechar de olhos para as novas tecnologias, seria uma burrice, pois o mundo avança justamente por aí.
Minha visão é de que devemos olhar para o futuro sim, com os olhos da tecnologia, mas, fincarmos o pé no presente, na educação, na melhor formação das crianças, adolescentes e jovens que irão conduzir justamente este futuro que será o presente da vida deles, ou seja, os adultos de amanhã e os destinos da humanidade.
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!
(*) Gilclér Regina palestrante de sucesso, escritor com vários livros, CDs e DVDs que já venderam milhões de cópias e exemplares no Brasil, América, Ásia e Europa
(Foto: Andrea Piacquadio)
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