Pelo fim do mamon em espécie

Mamon é um termo derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, que significa literalmente “dinheiro”.
Quando temos notícias de ataques à agência bancárias, com o recente em Araçatuba- SP, e sobre saques em espécie como feitos pelo motoboy da Precisa, em volumes de até mais de R$ 400 mil, possivelmente para pagamento de corrupção e desvio de dinheiro público, mais me convenço da necessidade de, se não acabar, diminuir drasticamente a circulação de dinheiro em espécie.
Minha sugestão seria a limitação a pequenos valores e para os casos de pessoas analfabetas digitais, para as quais ter acesso ao dinheiro em papel e moeda seja imprescindível. De resto, só pagamentos via cartão, pix e outras formas de transferências entre contas corrente.
A vida ficaria bem melhor e não serviríamos a mamon, como narrado nesta passagem do Evangelho:
1. Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon. (S. Lucas, 16:13.)
2. Então, aproximou-se dele um mancebo e disse: Bom mestre, que bem devo fazer para adquirir a vida eterna? — Respondeu Jesus: Por que me chamas bom? Bom, só Deus o é. Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos. — Que mandamentos? retrucou o mancebo. Disse Jesus: Não matarás; não cometerás adultério; não furtarás; não darás testemunho falso. – Honra a teu pai e a tua mãe e ama a teu próximo como a ti mesmo.
O moço lhe replicou: Tenho guardado todos esses mandamentos desde que cheguei à mocidade. Que é o que ainda me falta? — Disse Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me.
Ouvindo essas palavras, o moço se foi todo tristonho, porque possuía grandes haveres. — Jesus disse então a seus discípulos: Digo-vos em verdade que bem difícil é que um rico entre no reino dos céus. — Ainda uma vez vos digo: É mais fácil que um camelo passe pelo buraco de uma agulha, do que entrar um rico no reino dos céus*. (S. Mateus, 19:16 a 24; S. Lucas, 18:18 a 25; S. Marcos, 10:17 a 25.)
Esta arrojada figura pode parecer um pouco forçada, pois que não se percebe que relação possa existir entre um camelo e uma agulha. Acontece, no entanto, que, em hebreu, a mesma palavra serve para designar um camelo e um cabo. Na tradução, deram-lhe o primeiro desses significados; mas é provável que Jesus a tenha empregado com a outra significação. É, pelo menos, mais natural. (ESE).
Para os ladrões, sejam assaltantes de bancos, os políticos e ou servidores públicos, que assaltam os cofres públicos, certamente o reinos dos céus não estará reservado. Se houver inferno, arderão nos mármores (lembram de alguém que fez sepultura de?), digo eu ( Akino).
(Foto: Pok Rie)
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