“Crueldade auditiva”
Do leitor:
Em meio a tantos problemas, parece irrelevante o que vou colocar, mas acredite, para mim é um transtorno fazer supermercado em Maringá. Parece que todos os gerentes de supermercados de Maringá acreditam piamente que todo maringaense gosta de música sertaneja e “dá-lhe música sertaneja”, o dia todo. Tenho certeza que é para agradar o cliente, mas eu não gosto de música sertaneja, gosto sim de música caipira, de samba, de jazz, de blue, de rock, bossa nova e tantas outras. Toda vez que vou ao supermercado sofro uma crueldade auditiva, só há música sertaneja, não varia nunca: é do começo ao fim. Digo crueldade porque fazer supermercado é uma necessidade. Após um dia de trabalho, dentro do meu tempo limitado, sou obrigada a fazer compras ouvindo um tipo de música que me causa irritação. Já troquei várias vezes de supermercado, mas não encontro opção.Andei conversando com os funcionários de alguns mercados, e descobri que há aqueles que também não gostam, mas precisam suportar. Em um deles uma funcionária me disse que além de ser só música sertaneja, o gerente tinha só dois CDs e que ninguém aguentava mais ouvir. Por outro lado uma pessoa me disse que gosta de música sertaneja, mas não quando está no mercado, na fila, ouvindo música misturada com o aquele barulho próprio de supermercado. Tenho saudades do tempo que ia ao supermercado para fazer compras e não para ouvir música sertaneja contra minha vontade.
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