Civilização x Barbárie

Os 200 anos de independência do Brasil foram comemorados pelas duas forças que dominam o cenário político brasileiro: a da barbárie e a da civilização. Ontem, 7 de Setembro, sem a presença dos chefes dos Poderes Legislativo e Judiciário, o presidente da República, com a conivência das Forças Armadas, usurpou a data comemorativa e a transformou em um evento político-eleitoral. Nada disse sobre o dia histórico. Em seu comício eleitoral, sem citar o nome, chamou a mulher de Lula de feia, como, aliás, já havia feito em relação à mulher do presidente Macron, da França. Enquanto seus seguidores gritavam mito, Bolsonaro bradava, ao microfone, “imbrochável”.
Hoje, o Congresso Nacional, em uma sessão solene, com a presença das principais autoridades da República, à exceção de Bolsonaro (ausente), de ex-presidentes, do presidente de Portugal e dos presidentes de países de língua portuguesa – as lideranças presentes, inclusive o dirigente português, fizeram pronunciamentos enaltecedores da data histórica, da comemoração dos 200 anos de nossa independência. Esse evento civilizatório se contrapõe, de forma definitiva, ao espetáculo deprimente comandado por Bolsonaro. Ao comparar os dois momentos, fica claro a superioridade moral e política dos que defendem o avanço civilizatório sobre os arautos do obscurantismo e da barbárie.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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