Thais Oyama: Bolsonaro precisa da “tempestade perfeita” para virar
De Thais Oyama:
Nunca, numa eleição presidencial no Brasil, o candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno ultrapassou e venceu o favorito no final. Já nas eleições para governador, a história registra a ocorrência de 23 viradas nas 86 vezes em que houve segundo turno desde 1994.
Mas quantas dessas viradas aconteceram em cenários parecidos com o da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL)? O instituto Ideia fez um levantamento para responder à pergunta.
Segundo o trabalho, em 11 viradas (menos da metade das 23 ocorridas até hoje), o candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno tinha, em relação ao favorito, uma diferença igual ou superior a 5 pontos percentuais — a desvantagem de Bolsonaro para Lula apurada nas urnas.
E apenas num único caso (a derrota de Hélio Costa para Eduardo Azeredo na disputa pelo governo de Minas em 1994) um candidato que registrou no primeiro turno mais de 48% dos votos — a marca atingida por Lula— acabou perdendo para o segundo colocado no resultado final.
Foto: Lachlan Ross
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