Tiro de Guerra: maringaense pede ao STF a desobstrução da avenida Mandacaru

Um servidor público foi desacatado por ‘patriotas’ do lema integralista ‘Deus, pátria e família’e

O presidente do STF, ministro Alexandre de Moraes, determinou ao Exército que identifique em 48 horas as lideranças bolsonaristas que estão promovendo baderna em várias regiões do país, em unidade de sua responsabilidade. A decisão está no âmbito de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental.Em Maringá o transtorno acontece na frente do Tiro de Guerra, da 5ª Região Militar do Exército, na avenida Mandacaru, que dá acesso por exemplo ao Hospital Universitário Regional de Maringá. O local na frente do T, onde ‘patriotas’ desacataram e quase agrediram agente de trânsito, ficou conhecido como Bozoquistão.

Um advogado de Maringá protocolizou ontem o pedido de desbloqueio daquela via junto ao STF e também da PR-317, saída para Astorga, outro ponto de bolsonaristas que não aceitam o resultado as urnas. Supõe-se que o movimento golpista tem o apoio de ao menos duas grandes empresas locais, uma das quais prestando serviços ao governo federal. O STF também solicitou ao Exército a identificação dos líderes; em Maringá, um grupo de WhatsApp que chamou o fechamento da PR-317 é administrado por uma servidora pública municipal, uma professora de Artes, que trabalha das 7h30 às 11h30. Uma das vítimas da postura agressiva dos bolsonaristas inconformados, a propósito, foi um outro servidor público municipal, agente de trânsito, que foi retirar os cones e cavaletes que foram subtraídos da Semob.