Movimento quer pepista em nova secretaria
O movimento Mais Mulheres no Poder, que conseguiu eleger uma vereadora do PDT, que por sua vez indicou a secretária de Políticas Públicas para Mulher, que se elegeu presidente do Conselho dos Direitos da Mulher apesar das acusações de assédio na Semulher, agora mira no governador Carlos Massa Ratinho Junior. O movimento faz o jogo de Ricardo Barrosa (PP), uma vez que Terezinha Pereira é pepista e, quando candidata a vereadora, conseguiu valiosos 159 votos.
Em agosto do ano passado o MMP Maringá, com apoio de políticas de outras cidades, criou o MMP Paraná, que agora lançou abaixo-assinado que, na prática, quer Terezinha Pereira no poder, o que faria o PP ficar com duas secretarias.
O governador chegou a convidar as deputadas federais Leandre (PSD) e Flávia Francischini (União) para a Secretaria da Mulher e Igualdade Racial, sem obter resposta positiva, mas na quinta-feira nomeou interinamente Rogério Helias Carboni para o cargo.
A palavra “interinamente” consta do decreto 142, mas mesmo assim o MMP começou a ofensiva por uma mulher ocupando o cargo. Carboni é uma espécie de coringa no governo Ratinho Junior, uma vez que originalmente é secretário de Estado do Desenvolvimento Social e Família, mas também ocupa de forma interina a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania e, agora, a da Mulher e Igualdade Racial. É um trisecretário.
Não bastasse o fardo de carregar Ricardo Barros em sua segunda gestão (ainda informalmente, já que o maringaense continua deputado federal e não foi nomeado para a nova secretaria), acusado de defender o terrorismo nos tristes episódios de Brasília, que tem se antecipado ao próprio governador, anunciando nomeações que não pode sequer assinar, agora o PP aliado ao movimento de mulheres quer lhe impor a nomeação de uma pessoa que processou seu pai, o apresentador de televisão Carlos Roberto Massa, o Ratinho, por causa da campanha eleitoral de 2000.
Como se recorda, Ratinho pai assumiu a coordenação de campanha do Dr. Batista (então no PTB), no segundo turno, e sua estratégia na televisão ocasionou um verdadeiro estrago, ajudando a eleger o PT. O resultado daquilo tudo foi um processo por danos morais, movido por sua mãe, Maria Aparecida Beraldo Pereira. Com a morte do ex-prefeito José Cláudio Pereira e a defenestração do PT em favor do PP, quando se negou todo o passado petista do ex-presidente da Umes, o processo finalizou com condenação. Até tempos atrás o espólio de José Claudio recebia mensalmente o valor arbitrado pela justiça. Ratinho Junior ter que nomear alguém da família que processou seu próprio pai é algo considerado quase impossível.
Para terminar: foi este movimento que expulsou o delegado da Mulher de Maringá de sua primeira reunião online no Conselho Municipal da Mulher. Em grupo de mensagens do movimento havia ataques inclusive aos críticos, em especial da imprensa. Este blog chegou a ser atacado da tribuna da Câmara, sem direito à defesa, por integrante do Conselho, por noticiar a inconformidade das mulheres no poder com a designação do delegado Rodolfo Vieira Nanes e o “convite para sair” da videoconferência. Isso tudo aconteceu em 2021.
O mundo não caiu porque um homem ocupou a função e o delegado Rodolfo continua no cargo, realizando ao que se sabe por setoristas um bom trabalho em defesa das mulheres em situação de violência. E sem fazer política.
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