Discoteca

Capa do disco de Antonio Mário Manicardi, com dedicatória a Verdelírio Barbosa

“Antonio Mário Manicardi, o nosso amorável Nhô Juca, ‘a cigarra mais cantadeira desta freguesia!'”, escreveu A. A. de Assis na contracapa de “Ato de contrição”, disco gravado pela Itaipu de Marcílio Castinoni e prensado na Continental, em 1978.

Manicardi “é antes de tudo poeta. No sentimento. No pensamento. No comportamento. Poeta intrinsecamente poeta”, acrescentava Assis, autor do poema que dá nome ao disco. Nhô Juca, falecido há pouco mais de um mês aos 97 anos, gravou oito faixas, incluindo “Raiz de Saudade”, do grande José Fortuna [que vi com Pitangueira, no Circo Continental, em Paranacity], “Meus oito anos”, de Casimiro de Abreu, “A frô do maracujá”, do intérprete, foi vereador e com Aniceto Matti é autor do Hino a Maringá) e o cururu “O menino da porteira”, de Luizinho e Teddy Vieira.

O disco teve a participação de três lendas maringaenses: os locutores sertanejos João Pereira (direção artística), que como cantor gravou na Chantecler/Continental, e José Moreno (produtor), e Britinho, que tocou em muitos bailes por aí; os três tocam violão no disco. Cidinho e seu conjunto fizeram o acompanhamento. Ainda sobre Nhô Juca, A. A. de Assis completa: “Ele nos diz poemas e murmura crônicas. Vamos ouví-lo… baixinho… devagarinho… Como quem bebe um fino vinho!”.