Claquete é ‘nitroglicerina pura’
De Pedro Ribeiro, no Paraná Portal:
À medida em que avançam, sob sigilo, as investigações da Operação Claquete, do Gaeco, que tem como alvo central o ex-secretário estadual e municipal de Curitiba Marcelo Cattani, novas informações vão surgindo sobre os demais personagens envolvidos na trama.
Documentos obtidos com exclusividade pelo Paraná Portal revelam que, além de Catani, foram alvos da busca e apreensão requerida pelo Ministério Público as empresas Get Contabilidade e Soluções Empresariais, Constelação Filmes, Arte Lux Produções Cinematográficas e TIF Comunicação, assim como as pessoas físicas Diana Moro da Cunha e Talantha Aparecida Bazotti, ligadas ao meio publicitário e político.
A investigação é nitroglicerina pura, já que o impacto pode ser devastador sobre aqueles que nomearam Cattani para atuar na comunicação social do setor público (Beto Richa e Greca), seja para quem o contratou para o marketing político, como é o caso do senador Sérgio Moro, eleito em 2022.
(…) Na Operação Claquete, desencadeada pelo Gaeco na semana passada, onde foram confiscados computadores e celulares de algumas agências de publicidade, produtoras de vídeo e do ex-secretário de Comunicação do Governo Beto Richa, Marcelo Cattani, hoje na equipe do senador Sergio Moro, as portas se abrem para investigação, também, pelo Tribunal de Contas do Estado. [Cattani também trabalhou em campanha eleitoral em Maringá]
Abre-se também, uma enorme brecha para o Tribunal Regional Eleitoral, já que o marqueteiro da campanha do senador Sergio Moro é investigado pelo Gaeco e as contas da campanha não fecharam. A investigação é por peculato (artigo 312 do Código Penal), com pena de reclusão de 2 a 12 anos. Leia mais.
*/ ?>
