Prefeitura anuncia 14.955 lugares no WD; laudo de segurança recomenda 10 mil

A Prefeitura de Maringá anunciou na manhã de hoje que conseguiu aumentar a capacidade de público do Estádio Regional Willie Davids em 955 lugares, passando a abrigar de 14 mil para 14.955. Houve intervenções na arquibancada, realizadas em parceria com a diretoria do Maringá FC, que reduziram a diminuição nas áreas interditadas.
As obras de emergência junto com a empresa de futebol foram realizadas a toque de caixa para permitir o jogo contra o vice-campeão do Campeonato Carioca, CR Flamengo. A prefeitura informou ainda que o laudo técnico de vistoria de engenharia com o parecer sobre a ampliação já foi publicado pela Federação Paranaense de Futebol, que atualizou a capacidade do estádio.
No entanto, a FPF mantém no site quatro laudos, dois deles aprovados em 2022 (prevenção e combate a incêndio e condições sanitárias e de higiene) e outros dois aprovados com restrição (segurança e vistoria de engenharia). Ambos foram aditados em março, quando o Maringá FC passou para a terceira fase da Copa do Brasil. O laudo de vistoria de engenharia aditado (o original era de novembro do ano passado) traz fotos recentes e aumentou a capacidade de 14.000 para 14.955 alegando que o afundamento de trechos da arquibancada se deve “a erosões de aterro e não a falhas na estrutura do estádio, o que possibilitou uma diminuição nas áreas interditadas”.
O laudo, assinado pelo engenheiro Emerson Agnaldo Milaré, contratado pela Sociedade Esportiva Alvorada Club (Maringá FC). “Reiteramos ainda que as áreas liberadas não oferecem risco a segurança do público, e as áreas ainda interditadas estão com cercamento de gradil metalico totalmente fechados e sem aceso de público”, diz trecho do documento, que relata terem sido apresentados para a nova vistoria o projeto de prevenção e combate a incêndio, Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros provisório com termo de ajustamento de conduta em em andamento e laudo de vistoria realizado nas arquibancadas interditadas, pela empresa Rosa dos Ventos, no início do ano. “Após a conclusão do estudo as interdição foram reavaliadas e diminuídas pois constatou-se que as áreas da arquibancada que se localiza sobre estrutura de concreto armado e não sobre o aterro, são seguras para o uso do público”.
Já o laudo de segurança emitido em estádios emitido pelo 4º Batalhão de Polícia Militar, com base no anexo I da portaria nº 290 de 27 de outubro de 2015 (Ministério do Esporte), também foi aditado com ofício da Secretaria de Esportes e Lazer, mas manteve a recomendação de que o público máximo seja de 10 mil pessoas. “O estádio deve possuir um documento oficial válido, emitido pelo Corpo de Bombeiros Estadual, atestando a capacidade do estádio. Caso contrário, o estádio poderá ser reprovado”, cita o documento. Os certificados de vistoria e licenciamento do Corpo de Bombeiros, emitidos em outubro do ano passado, afirmam que o estádio tem capacidade para 16.226 pessoas.
Ao final, o laudo informa que realizou-se nova vistoria, estendendo-se a validade de acordo com estes termos, onde recomenda-se a limitação da capacidade do estádio em até 10 mil pessoas, “enquanto perdurar a restrição supramencionada.” O documento é assinado pelo subtenente Almiro Avelino da Silva Junior e pelo 1º tenente Leônidas Vinicio Borges dos Santos, da área de Planejamento e Operaçõ4es do 4º BPM. Emitido originalmente em outubro de 2022, o laudo foi aditado em 16 de março passado. “O presente laudo não se sobrepõe, substitui ou restringe, em qualquer tempo, aos outros laudos necessários para o funcionamento do estádio”, ressalva.
A restrição na área da segurança manteve-se aos 10 mil no lado porque, de acordo com os artigos 18 e 25 do Estatuto do Torcedor, o estádio que não possuir sistema de monitoramento por câmeras que garanta monitorar as arquibancadas, as roletas de acesso, as áreas de circulação, os acessos aos banheiro, as áreas de lanchonetes e o entorno imediato do estádio deve ter sua capacidade restringida a 10 mil pessoas. “Ratifica-se o conteúdo expresso no Laudo original supracitado, datado de 16 de fevereiro de 2022, com os complementos deste aditivo”, frisa a nova vistoria, que faz recomendações sobre a central de comando e de monitoramento, onde o equipamento não possibilita reconhecimento facial, não possui sistema de som integrado à central
de monitoramento bem como não possui sistema de telão integrado à central
de monitoramento.
Aprovado com restrição, é dado o prazo de 120 dias para sua regularização, “ou pode-se manter a limitação de público indefinidamente”. O MN tentou contato com os militares, sem sucesso.
Fotos: MN/Reprodução
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