Pesquisas eleitorais para todos os gostos

Vale tudo para comercializar bons cargos

Já começou a temporada de pesquisas pra espalhar pelo zap e fazer negócios lá na frente. Quem mexe com política conhece a história. Quem tem memória vai lembrar de várias pré-candidaturas que, anunciadas bem antes, e às vezes até mesmo referendadas em convenções partidárias, foram moeda de troca.

Alguém se lembra de uma ex-primeira-dama que reclamou em rede social de como alguns fazem política? O marido dela acabara de ser “negociado” para que a cunhada ocupasse um cargo em nível estadual.

Desta vez, faltando mais de 540 dias para a próxima eleição municipal começam a circular enquetes e pesquisas com os mais diferentes resultados, para agradar e para atender interesses de futuras alianças. Afinal, nenhum nome está definido antes das convenções.

Pesquisa séria, antes de se ter os nomes definidos, é feita geralmente para consumo interno pelos partidos políticos – e não são divulgados. Muitas “esquecem” pretensos pré-candidatos e outras, com aparência de algo sério, sequer dizem quem encomendou e pagou pelo levantamento. Acredita quem quer, cai quem quer.

Basta voltar no tempo, e não é preciso ir lá atrás, da época de José Richa para o governo, Beto Richa e Roberto Requião para o Senado. Faltando mais de 540 dias para a eleição municipal de 2016 nenhum levantamento sequer de longe apontava a escolha que recairia sobre Ulisses Maia (PDT), aliás nem durante a campanha, já que tinha cerca de 40 segundo no horário eleitoral e não conseguia explicar uma proposta sequer. Em 2020, da mesma forma, as pesquisas apontavam um segundo turno que nunca aconteceu.

Ano eleitoral, ou melhor, ano pré-eleitoral, com muitos interesses envolvidos, é sempre assim. Aguardem à medida que o pleito vai se aproximando. De novo, acredita quem quer, cai quem quer.

Arte: XVector