Operação que investiga corrupção em licitação de lixo prende 15 prefeitos

Investigação começou há 1 ano e meio e envolve empresa que ganhou licitação em Maringá

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e o Grupo Especial Anticorrupção do Ministério Público de Santa Catarina cumpriram ontem 18 mandados de prisões preventivas e 65 mandados de busca e apreensão. Dos 18, 15 são de prefeitos, entre eles o de Itapoá, Marlon Neuber (PL) e Joares Ponticelli (PP), de Tubarão.

Com sede em Joinville, a Serrana Engenharia, que recentemente venceu licitação de R$ 18 milhões em Maringá, está no centro da investigação. suspeita de pagar propina para vencer licitações.

Esta é a 4ª fase da Operação Mensageiro, que apura suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em diversas regiões de Santa Catarina.

As novas ordens judiciais expedidas pelo TJSC são referentes aos municípios de Imaruí, Presidente Getúlio, Três Barras, Gravatal, Guaramirim, Schroeder, Ibirama, Major Vieira, Corupá, Bela Vista do Toldo, Braço do Norte, Massaranduba. Os mandados foram requeridos pelo MPSC após a análise dos depoimentos de testemunhas, dos investigados e das provas coletadas nas primeiras fases da Operação.

A operação também contou com importante apoio do Gaeco do Ministério Público do Distrito Federal que localizou e efetuou a prisão de um dos investigados que estava em viagem a Brasília.

A investigação está em curso há pouco mais de um ano pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC, que atua, em conjunto com o Gaeco e o Geac, nas apurações de crimes funcionais de prefeitos. Segundo o G1, uma um empresário seria o responsável pela interlocução com agentes públicos para a negociação de propina, confirme os investigadores Esse “mensageiro” não trabalharia mais na empresa há 10 anos, mas fazia o papel de interlocutor com os agentes públicos.

Ao todo, até agora, já foram cumpridos 196 mandados de busca e apreensão e 40 mandados de prisão preventiva. Esta 4ª fase da operação ainda corre em segredo de justiça, por determinação legal, mas, assim que houver a publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas. A empresa disse em nota que só se manifestará nos autos. (C/ MPSC)

Foto: MPSC