A próxima jogada?

No xadrez político a conversa volta a envolver escambo

A ser procedente a boataria nos corredores políticos, a história pode se repetir 10 anos depois. O secretário de Indústria, Comércio e Serviços do Paraná, Ricardo Barros (PP), estaria conversando com a maioria dos pré-candidatos a prefeito de Maringá. A proposta remete ao passado: entregaria a desistência de uma eventual pré-candidatura de Silvio Barros II (PP) em troca de apoio total e irrestrito ao seu nome na disputa da cadeira do também maringaense Sergio Fernando Moro (União) no Senado.

Em 2014, Barros usou a mesma estratégia, que alguns chamam de chantagem, ao fazer proposta parecida ao então governador e candidato à reeleição Beto Richa. “‘Ou minha mulher é sua vice ou meu irmão é candidato contra você’“, disse Barros, segundo o atual deputado federal do PSDB.

Há 10 anos Silvio chegou a ser confirmado candidato em convenção partidária do PHS e fez campanha por algumas semanas, mas no frigir dos ovos prevaleceu a proposta feita pelo irmão mais novo. Fazer o mesmo papel de novo, em 2024, exigirá muita disposição do pepista, que foi denunciado criminalmente pelo Ministério Público Estadual em 2021 por desvio de verbas públicas. “Não resiste a um debate”, aposta um possível adversário. Já um aliado do PP aposta que, se quiser, ele terá condições de superar mais um desafio na justiça.

Faria parte do plano aventado, ou seja, a hipótese de fazer SB desistir de algo que sequer assume, o apoio digamos logístico até para uma candidatura de deputado federal de um importante personagem local. O único é: como acreditar num possível apoio do ex-ministro da Saúde a um político que não tenha o sobrenome Barros?