Mais de 5 anos após anúncio, parque do Tecpar em Maringá ainda não foi implantado

Anunciado em novembro de 2018, a primeira planta do Instituto Tecnológico do Paraná, para a qual a ex-governadora Cida Borghetti havia liberado R$ 37 milhões, ainda não existe fisicamente. De lá para cá, tratativas e reuniões foram realizadas, a última delas há uma semana, onde foi definido um termo de intenção de colaboração técnica. O Tecpar tem área total de mais de 100 mil metros quadrados cedidos pela prefeitura, no Parque Industrial Felizardo Meneghetti (ex-Parque Cidade Industrial).
Há cinco anos o então governador Beto Richa (PSDB), sua vice Cida Borghetti (PP) e o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), anunciaram o investimento de mais de R$ 80 milhões e a geração de 150 empregos para a construção de um centro de desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos em Maringá, na primeira planta do Tecpar fora de Curitiba (veja vídeo ao final). Em janeiro de 2018 o instituto havia assinado contrato com a PJJ Malucelli Arquitetura Ltda., para a execução dos projetos do Parque Biotecnológico do Tecpar em Maringá, por R$ 1,63 milhão.
No final de 2018, após a vitória de Ratinho Junior (PSD) ao governo do estado, Borghetti Barros anunciou em cerimônia na Acim a liberação de R$ 37 milhões da obra, que iria produzir seis medicamentos para o SUS, para o tratamento de câncer e de doenças autoimunes. Em 2019, o parque foi lançado durante a Expoingá pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Em junho de 2020, o Tecpar abriu edital para chamamento público para prospecção de interessados para ingressar no Parque Científico e Tecnológico de Maringá, para receber no espaço empresas com propostas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) na área de saúde. Não foi a primeira tentativa. Poderiam participar pessoas jurídicas, como instituições de ensino superior e institutos de ciência e tecnologia, bem como empresa de base tecnológica, nacionais ou estrangeiras, isoladamente ou em consórcio; não se tem notícias de que ele se realizou. Já em março do ano passado o então diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, recebeu o secretário de Inovação, Aceleração Econômica, Turismo e Comunicação de Maringá, Marcos Cordiolli, para tratar de temas relacionados à pauta de inovação e biotecnologia da cidade. O release do encontro não citava o centro.
Em 24 de novembro deste ano o hoje secretário de Indústria, Comércio e Serviços governo Ratinho Júnior e o presidente do Tecpar, Celso Kloss, trataram do tema com integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá e da prefeitura municipal. Desta vez, informou-se que haverá investimento de R$ 208 milhões e início do funcionamento do Parque Tecnológico da Saúde do Tecpar em 2026. Segundo o instituto, Kloss apresentou ao Codem proposta de contribuição do instituto ao Masterplan Maringá 2047, plano estratégico para o desenvolvimento da cidade de Maringá até 2047. O release não detalha o tipo de contribuição.
Há uma semana, no dia 20, uma videoconferência conduzida pelo presidente do Tecpar e pela presidente do Codem, Jeane Nogaroli, com a participação de representantes da prefeitura, resultou em acordo de cooperação para “implementação de programas de intercâmbio, troca de informações e experiências no campo da pesquisa e desenvolvimento tecnológico e apoiar a consolidação do Tecpar em Maringá, por meio da articulação institucional”. A informação, não confirmada, é de que existem recursos para começar a primeira planta, mas sem certeza de que são os R$ 37 milhões anunciados em 2018.
Foto: Tecpar
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