Caso Covaxin: depois da Precisa, FIB Bank também recebe multa da CGU

A semana não foi fácil para o secretário de Indústria, Comércio e Serviços do governo Ratinho Junior (PSD), Ricardo Barros (PP). Primeiro, a notícia de que a Controladoria-Geral da União multou a Precisa Medicamentos em mais de R$ 3,8 milhões por fraude no processo de venda da vacina Covaxin contra a covid-19. A negociação foi anunciada pelo Ministério da Saúde em 2021 e virou alvo da CPI da Pandemia, no mesmo ano, cujo relatório final citou o nome do ex-ministro da Saúde de Michel Temer, o maringaense Ricardo Barros (PP). Desde então o nome do deputado federal licenciado é lembrado quando se toca no tema Covaxin e vacina contra a covid-19.
Agora, vem a informação de que a empresa FIB Bank foi multada em R$ 1,5 milhão, também pela CGU, após ter emitido uma carta-fiança para bancar a aquisição, pelo Ministério da Saúde, de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, do laboratório Bharat Biotech. O caso também foi parar na CPI da Pandemia. As multas para as duas empresas ultrapassam R$ 5,3 milhões.
Como lembrou o site Antagonista, havia a suspeita da CPI de que o dono da empresa, Marcos Tolentino atuou por intermédio do deputado federal licenciado Ricardo Barros, seu amigo que era líder do governo Bolsonaro na Câmara. O contrato entre a Precisa e o Ministério da Saúde era de R$ 1,6 bilhão, mas ele foi cancelado por indícios de irregularidades.
Apesar de a semana não ter sido fácil, o beija-mão não será abolido nem os áulicos deixarão de existir. Barros ainda carrega uma fama, que pode ser interpretada como boa: alguns dos que supostamente fazem negócios em que seu nome aparece podem até se prejudicar, mas ele, não.
Foto: Redes sociais
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